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2009

Adicionados: My So-Called Life 1.6 / Buffy 1.1-7 / Modern Family 1.1.

001. (04 jan) /Gilmore Girls, 4.13: Nag Hammadi Is Where They Found the Gnostic Gospels/ (Amy Sherman-Palladino, 2004) ***1/2

002. (04 jan) /Gilmore Girls, 4.14: The Incredible Shrinking Lorelais/ (Amy Sherman-Palladino e Daniel Palladino, 2004) **** [antes: ****1/2]
O porquê de ter revisto esses dois episódios (e, assim, não ter recomeçado a partir do início da quarta temporada) me escapa. Suspeito que minha vontade era assistir ao episódio badalado do balaio (este último), e acabei revendo o anterior logo antes porque mal me lembrava do que se tratava (procurando pelo título aqui no blogue, e encontrando apenas uma ocorrência em 17 de janeiro de 2005, compreendi imediatamente o lapso). De todo modo, é interessante como a revisão do episódio 2.10: Bracebridge Dinner, no finzinho do ano passado, acabou por iniciar e fechar o círculo da estranhamente arredia afeição que tenho por Jess e Rory, mais especificamente pelo Jess e pela Rory do passeio de carruagem. A fragilidade de Jess, em Nag Hammadi, é de ordem diferente da vista nessa cena específica de Bracebridge. Neste último, Rory confronta Jess a respeito de uma briga que ele tivera com Dean. Este havia tomado parte na briga de Jess com um colega de escola. Quando Rory descobre quem é este colega, concorda com Jess quanto à idiotia do rapaz. Este movimento, leve assentir, ínfimo consenso, é suficiente para que os dois entrem em outro mérito: a recusa da mãe de Jess (apresentada pela primeira vez em Nag Hammadi, aliás) de recebê-lo nas férias. Jess guarda um charme que para mim é especialmente circunscrito ao que Rory é capaz de fazer por ele. Matar aula, viajar para Nova York, perder a formatura da mãe, tudo isso apenas no penúltimo episódio da segunda temporada, e, no entanto, excetuando esse tipo de prognóstico confirmado, Gilmore Girls se centra não exatamente na certitude do mau presságio e agouro que marcam a farra de boas meninas com bad boys, mas nos mais mágicos e descaradamente sutis aspectos do que significa encontrar alguém compatível, não uma pessoa com a qual se possa conversar sobre tudo, mas sim sobre poucos assuntos, mas com a urgência dos que têm muito a dizer sobre eles. Assim, a pergunta impetuosa de Jess em Bracebridge, "What do you guys [Rory e Dean] talk about?", é recebida pela menina como uma infaustuosa predileção pelo confronto por parte dele. Como ele ousa dizer algo como "He just doesn't seem like your kind of guy"? A impetuosidade de Jess é emocionante, talvez por ser absolutamente contrário à discricionariedade que só o bom discernimento e os bons costumes podem acarretar. Seus acintes à vida comunitária em Stars Hollow e suas tentativas de evidenciar quão falho é o relacionamento de Rory e Dean geralmente redundam em tiros n'água. Mas eis que fazer esse tipo de coisa sem levantar/atacar o nome da outra parte acaba se pagando. A tarde de gentileza da louca obra-prima que é o episódio 2.13: A-Tisket, A-Tasket ganha em contrapartida uma ligação à noitinha de Rory para Jess (e nela, uma das cenas mais emocionates da série, os dois voltam a se amarrar com a promessa de feedback dele para um livro que ela adora), e ainda as cartas não-remetidas dela para ele em 3.1: Those Hazy-Lazy-Crazy Days. Não é assim que Jess é retratado em Nag Hammadi, o tal rapaz que recebe ligações furtivas e não recebe cartas por puro medo da outra parte. Suas pontas soltas pelo episódio até fazem algum sentido narrativo para estabelecer que ele é onipresente no território de Rory. Os dois se esbarram no Weston's e na livraria da cidade, ele foge antes do menor sinal de "oi". É embaraçoso, the man who walked away continua escapando sem falar nada. O confronto final carrega no constrangimento um tanto além do necessário à cena (talvez porque Alexis Bledel não consiga correr em zigue-zague e falar pelos cotovelos ao mesmo tempo). Jess revela que ama Rory, e vai embora. Existe mesmo alguma novidade nisso? Antes, Jess vê uma menina de costas com o cabelo na altura do de Rory. Ele é avisado que aquela "não é ela", que ela "cortou o cabelo". Felizmente Gilmore finca o óbvio de modo sublime. E também inenarrável. O que é possível narrar, no entanto, é o confronto de Jess com Luke, o primeiro declarando que o tio tenta remediar tudo e todos, e que muitas vezes essas coisas remediadas estão. Remediar, como consertar, também abarca a janela quebrada de Lorelai, a qual Luke ajeita, bêbado e chateado pela discussão. É possível que não fechemos o círculo sobremaneira? A obsessão por fazer com que tudo entre nos eixos pode ser realmente encapsulada no conserto de uma janela quebrada? Ou ainda, neste mesmo episódio, em que ajuda a insistência em apresentar a mãe de Jess junto com o namorado, o que evidentemente acende em Luke a luzinha da Família em Perigo? Com Luke preso nessas armadilhas, Jess, sem saber, parece ter lá suas razões. (E T.J., menos cretino aqui do que em suas próximas aparições, não perde a oportunidade de chamar Luke de "dick", quando este diz aprovar seu relacionamento com sua irmã.) Mas nós queremos que Jess tenha alguma razão? Eu não quero. É por isso que seu combalido retorno, eclipsado pelo
rocambolesco evento beneficente a que o título idem se refere e pela apresentação de dois novos personagens, ganha em impacto: nas narrativas imperfeitas de Nag Hammadi, o amour fou da cena final chafurda na falta de rigor reinante. Já o episódio seguinte, The Incredible Shrinking Lorelais, parceria emocionante do casal Palladino, revelou-se menos assim nesta última revisão. Dos itens mais antipáticos: Jess out of sight é também Jess out of mind - e eu francamente desgosto desse descolamento radical. A questão Jess é inteiramente substituída pelos problemas financeiros na pousada de Lorelai, que só agora se anunciam. Rory, por sua vez, se vê às voltas com uma nota baixa e com suas colegas de quarto em Yale. Parte de mim, bitolado que sou, acha o máximo Rory levar um D e chorar por isso, sendo que a outra parte não se comove com esse apego mundano. (A bem da verdade, Rory chora mais pela sugestão do professor de que ela deveria trancar a disciplina que ele ministra, já que supostamente não estaria confortável com a carga horária que havia pegado.) Uma não consegue falar diretamente com a outra por um período de um ou dois dias. Isso é tão ruim? Lane é expulsa de Yale, mas eu sinto que a linda cena em que as duas relembram ter um dia sonhado em morar numa casa de queijo está ali só para que Rory, ao fim e ao cabo, chore não apenas pela nota baixa, pela ausência da mãe, mas por finalmente entender a superioridade momentânea de residências comestíveis em relação ao modo como a poluição na Cidade do México se relaciona com alguma teoria econômica obscura. No fundo, é puro amor. As heroínas tão incríveis desta série magnífica não precisam de motivos contornáveis como esses para chorar. (E, não, não tenho problemas com Rory roubando um barco depois de se decepcionar no estágio.)



O sucinto esquema a seguir apresenta o título do seriado em questão seguido da temporada; entre parênteses, o criador e o ano em que foi televisionado; entre colchetes, os melhores episódios.

Entourage 1 (Doug Ellin, 2004) ** [1.6; 1.8]
A experiência assemelhou-se a uma sacola de compras ao redor de minha cabeça por 8 sessões de 25 minutos. O
aspecto conto-de-fadas deluxe do cotidiano de um jovem superastro e de seus penduricalhos (três de seus amigos, entre eles) só encontra rival nos catálogos da Victoria's Secret. Nada de errado em ver gente rica fazendo coisas ricas, longe disso. Levo a tribunal apenas o tom impostado, a sucessão deliberadamente imposta de cenas-apetrechos e de arcos narrativos-bolhas de plástico para a classe AAA, tão estrangeira ao espectador-médio. Um novo cão, um novo carro, uma nova festa de arromba, um novo fornecedor de drogas. É muito papel para presente, mas pelo visto não o bastante para embrulhar bagagens emocionais, elegias aos velhos cães de estimação, aos calhambeques, às festas de família, à urina limpa. Não que as personagens de Entourage devessem se prender ao passado, mas que tal uma ligação para a mãe, ou ainda algum tipo de evidência fincada em experiências passadas que sinalizasse a inseparabilidade do quarteto, algo mais forte do que a banalidade eles-estudaram-juntos do episódio piloto, que arranja uma reunião impromptu para turma de colégio dez anos depois. Assim sendo, o episódio #6 se apruma como pode, agora com Jeremy Piven, o agente e ladrão de cenas, suando a camisa para reconquistar seu maior cliente, e Eric, agora engatinhando na arte de agenciar seu melhor amigo (e maior cliente). Os dilemas amorosos de Eric, levados com uma seriedade deslocada (e olha que esse é o tipo de tratamento que aprecio, sendo também a razão do dantesco comentário acima para Gilmore Girls), soam pueris, e o descompromisso cretino dos outros três, imaturo. A única bênção é mesmo um Jeremy Piven que une o pueril ao imaturo num roldão politicamente incorreto, aparando suas arestas com acidez e minhas restrições formais com humor impagável.

The Office 3 (Greg Daniels, 2006/07) ***1/2 [3.20; 3.22; 3.24]

The Office 4 (Greg Daniels, 2007/08) ****1/2 [todos, sério]

E também:
os seis primeiros episódios de Alias 1 (***1/2), revisão dos quatro inaugurais de Dawson's Creek (entre ** e ***) e os seis primeiros episódios de Cheers 2 (entre *** e ***1/2).



065. (08 fev) Mad Men, 2.1: For Those Who Think Young (Matthew Weiner, 2008) ***

066. (14 fev) Mad Men, 2.2: Flight 1 (Lisa Albert e Matthew Weiner, 2008) ***

067. (18 fev) Cheers, 2.7: Old Flames (David Angell, 1983) ***1/2

068. (18 fev) Cheers, 2.8: Manager Coach (Earl Pomerantz, 1983) ***

069. (19 fev) Cheers, 2.9: They Called Me Mayday (David Angell, 1983) ***1/2

070. (19 fev) Cheers, 2.10: How Do I Love Thee, Let Me Call You Back (Earl Pomerantz, 1983) ****

071. (19 fev) Cheers, 2.11: Just Three Friends (David Lloyd, 1983) ****
A extraordinária cena do jantar, um flerte descarado seguido de outro, é Dama e o Vagabundo on the rocks. Cheers sempre acerta quando leva as questões pessoais de Sam e Diane do escritório dele para o apartamento dela, que já provou ser um cenário de fantásticas possibilidades no episódio de abertura da temporada (bichinhos de pelúcia) e no imediatamente anterior a este (velas).

072. (19 fev) Cheers, 2.12: Where There's a Will (Nick Arnold, 1983) *1/2
Cheers é tão consistente que me sinto obrigado a justificar a estrela e meia. Das coisas que mais me agradam na série, a sucessão de eventos que se empilham em nada contribuindo para o andamento da ação leva o prêmio. Sam faz truques com fogo, ali plantados unicamente para justificar a habilidade com que ele se esquiva dos gananciosos frequentadores do bar. A história acre e equivocada tira todos de suas personas: um velhote foi desenganado pelos médicos, tem seis meses de vida e Sam permite que ele recorde seus tempos de barman em seu próprio bar; ele é rico e deixa 100 mil para o estabelecimento. O dinheiro é de quem? De quem deu mais atenção para ele? De quem dá mais atenção ao bar? Os clientes costumeiros deveriam receber parcela maior do que os que apenas calhavam de ali estar? O problema é que os clientes costumeiros (e os empregados habituais) são os afetuosos personagens centrais, que nunca antes foram atrelados a mesquinharias dessa sorte. Faz todo sentido que Sam queime o documento que comprova a doação, jogando um banho d'água fria nos gananciosos de ânimos exaltados. Não faz sentido que logo depois ele revele ter queimado um papel qualquer, confessando apenas a Diane que está de posse do documento original. Diane, como sempre, diz que aquilo é errado, que o dinheiro foi deixado para todos - e ela mesma se pega vislumbrando gastá-lo em caridade... e também num vestido caro. Agora ajuizada, pede para que Sam queime o papel, e ele o faz. Diane sai satisfeita e volta segundos depois vestida no salto alto da consciência moral, dizendo a ele que realmente espera que o papel queimado tenha sido o correto. Ela fecha a porta, ele diz "she's good" e queima outro papel, um que supomos ser o dito. Decepcionante como o "she's good" de Sam, costumeiramente atrelado a questões mais amenas e apropriadas à série (como ele arrancar páginas de sua Agenda de Mulheres a pedido de Diane), é agora alocado a esta súbita tomada de consciência.

073. (21 fev) Mad Men, 2.3: The Benefactor (Matthew Weiner e Rick Cleveland, 2008) ***1/2

074. (21 fev) Cheers, 2.13: Battle of the Exes (Sam Simon e Ken Estin, 1984) ***1/2

075. (fev) Cheers, 2.14: No Help Wanted (Max Tash, 1984) ***

076. (fev) Cheers, 2.15: And Coachie Makes Three (Heide Perlman, 1984) ****

077. (fev) Cheers, 2.16: Cliff's Rocky Moment (David Lloyd, 1984) ***1/2

078. (fev) Cheers, 2.17: Fortune and Men's Weight (Heide Perlman, 1984) ***1/2

079. (fev) Cheers, 2.18: Snow Job (David Angell, 1984) ****

080. (fev) Cheers, 2.19: Coach Buries a Grudge (David Lloyd, 1984) ***1/2

081. (fev) Cheers, 2.20: Norman's Conquest (Lissa Levin, 1984) ****1/2

082. (fev) Cheers, 2.21: I'll Be Seeing You (1) (Les Charles e Glen Charles, 1984) ***1/2

083. (fev) Cheers, 2.22: I'll Be Seeing You (2) (Les Charles e Glen Charles, 1984) **** [Cheers 2 ****]

084. (fev) Cheers, 3.1: Rebound (1) (Les Charles e Glen Charles, 1984) ***1/2

085. (fev) Cheers, 3.2: Rebound (2) (Les Charles e Glen Charles, 1984) ****

086. (fev) Cheers, 3.3: I Call Your Name (David Lee, Peter Casey, 1984) ****

087. (01 mar) Mad Men, 2.4: Three Sundays (Andre Jacquemetton, Maria Jacquemetton, 2008) ***1/2

088. (mar) Cheers, 3.4: Fairy Tales Can Come True (Sam Simon, 1984) ****

089. (mar) Cheers, 3.5: Sam Turns the Other Cheek (David Lloyd, 1984) ***

090. (mar) Cheers, 3.6: Coach in Love (1) (David Angell, 1984) ***1/2

091. (mar) Cheers, 3.7: Coach in Love (2) (David Angell, 1984) ****

092. (mar) Cheers, 3.8: Diane Meets Mom (David Lloyd, 1984) ***1/2

093. (mar) Cheers, 3.9: An American Family (Heide Perlman, 1984) ***

094. (mar) Cheers, 3.10: Diane's Allergy (David Lloyd, 1984) ****

095. (mar) Cheers, 3.11: Peterson Crusoe (David Angell, 1984) ***

096. (mar) Cheers, 3.12: A Ditch in Time (Ken Estin, 1984) ***1/2

097. (mar) Cheers, 3.13: Whodunit? (Tom Reeder, 1985) ***1/2

098. (mar) Cheers, 3.14: The Heart is a Lonely Snipe Hunter (Heide Perlman, 1985) ***1/2

099. (04 mar) /Curb Your Enthusiasm, 6.8: The N Word/ (Larry David, 2008) ****

100. (06 mar) Fawlty Towers, 1.1: A Touch of Class (John Cleese, Connie Booth, 1975) ***

101. (06 mar) Fawlty Towers, 1.2: The Builders (John Cleese, Connie Booth, 1975) ***

102. (06 mar) Fawlty Towers, 1.3: The Wedding Party (John Cleese, Connie Booth, 1975) ***1/2

103. (06 mar) Fawlty Towers, 1.4: The Hotel Inspectors (John Cleese, Connie Booth, 1975) ***1/2

104. (08 mar) Mad Men, 2.5: The New Girl (Robin Veith, 2008) ***

105. (mar) Cheers, 3.15: King of the Hill (Elliot Shoenman, 1985) ***

106. (mar) Cheers, 3.16: Teacher's Pet (Tom Reeder, 1985) ***1/2

107. (mar) Cheers, 3.17: The Mail Goes to Jail (David Lloyd, 1985) ***1/2

108. (mar) Cheers, 3.18: Bar Bet (Jim Parker, 1985) ***1/2

109. (mar) Cheers, 3.19: Behind Every Great Man (David Isaacs, Ken Levine, 1985) ****

110. (mar) Cheers, 3.20: If Ever I Would Leave You (David Isaacs, Ken Levine, 1985) ***1/2

111. (mar) Cheers, 3.21: The Executive's Executioner (Heide Perlman, 1985) ****

112. (mar) Cheers, 3.22: Cheerio, Cheers (Sam Simon, 1985) ****

113. (mar) Cheers, 3.23: The Bartender's Tale (Sam Simon, 1985) ***1/2

114. (14 mar) Cheers, 3.24: The Belles of St. Clete's (Ken Estin, 1985) ***

115. (14 mar) Cheers, 3.25: Rescue Me (Ken Estin, 1985) **** [Cheers 3 ****]

116. (15 mar) /Gilmore Girls, 1.5: Cinnamon's Wake/ (Daniel Palladino, 2000) **********
Este é o último episódio de Gilmore Girls que ganhará cotação. Pedir para cotar Gilmore é como pedir para sair distribuindo notas para as pessoas que amo. Ademais, vou rever até morrer, então evitemos o desgaste das estrelas.

117. (15 mar) Cheers, 4.1: Birth, Death, Love and Rice (Heide Perlman, 1985) ****

118. (15 mar) Cheers, 4.2: Woody Goes Belly Up (Heide Perlman, 1985) ***1/2


119. (15 mar) Mad Men, 2.6: Maidenform (Matthew Weiner, 2008) ***

120. (20 mar) Cheers, 4.3: Someday My Prince Will Come (Norm Gunzenhauser, Tom Seeley, 1985) ***1/2

121. (22 mar) Mad Men, 2.7: The Gold Violin (Jane Anderson, Marie Jacquemetton, Andre Jacquemetton, 2008) ***1/2

122. (26 mar) Damages, 1.1: Pilot (Todd A. Kessler, Glenn Kessler e Daniel Zelman, 2007) **

123. (28 mar) Mad Men, 2.8: A Night to Remember (Robin Veith, Matthew Weiner, 2008) ***1/2

124. (31 mar) /Weeds, 1.1: You Can't Miss the Bear/ (Jenji Kohan, 2005) **

125. (01 abr) /Weeds, 1.2: Free Goat/ (Jenji Kohan, 2005) **1/2

126. (01 abr) /Weeds, 1.3: Good Shit Lollipop/ (Roberto Benabib, 2005) **1/2

127. (01 abr) The Wire, 5.1: More With Less (David Simon e Ed Burns, 2008) ****

128. (04 abr) /Arrested Development, 1.1: Pilot/ (Mitchel Hurwitz, 2003) ***

129. (04 abr) Mad Men, 2.9: Six Month Leave (André Jacquemetton, Maria Jacquemetton e Matthew Weiner, 2008) ***1/2

130. (05 abr) NewsRadio, 1.1: Pilot (Paul Simms, 1995) ****

131. (05 abr) NewsRadio, 1.2: Innappropriate (Paul Simms, 1995) ****

132. (06 abr) NewsRadio, 1.3: Smoking (Josh Lieb, Brad Isaacs e Paul Simms, 1995) ***1/2

133. (06 abr) NewsRadio, 1.4: The Crisis (Josh Lieb, 1995) ***

134. (06 abr) NewsRadio, 1.5: Big Day (Joe Furey, Brad Isaacs, Josh Lieb e Paul Simms, 1995) ****

135. (06 abr) NewsRadio, 1.6: Luncheon at the Waldorf (Brad Isaacs, 1995) ***1/2

136. (06 abr) NewsRadio, 1.7: Sweeps Week (Joe Furey e Paul Simms, 1995) **** [NewsRadio 1 ****]

137. (07 abr) NewsRadio, 2.1: No, This is Not Based Entirely on Julie's Life (Paul Simms, 1995) ***1/2

138. (07 abr) NewsRadio, 2.2: Goofy Ball (Paul Simms, 1995) ***1/2

139. (08 abr) NewsRadio, 2.3: Rat Funeral (Paul Simms e Lewis Morton, 1995) ***1/2

140. (08 abr) NewsRadio, 2.4: The Breakup (Paul Simms, 1995) ****

141. (08 abr) NewsRadio, 2.5: The Shrink (Andrew Gordon e Eileen Conn, 1995) ***1/2

142. (08 abr) NewsRadio, 2.6: Friends (Brian Kelley e Josh Lieb, 1995) ***1/2

143. (08 abr) NewsRadio, 2.7: Bill's Autobiography (Joe Furey, 1995) ***1/2

144. (09 abr) NewsRadio, 2.8: Negotiation (Dawn DeKeyser, 1995) ***1/2

145. (09 abr) NewsRadio, 2.9: The Cane (Brad Isaacs, 1995) ***1/2

146. (09 abr) /Arrested Development, 1.2: Top Banana/ (Mitchell Hurwitz e John Levenstein, 2003) ****

147. (09 abr) /Arrested Development, 1.3: Bringing Up Buster/ (Mitchell Hurwitz e Richard Rosenstock, 2003) ****

148. (09 abr) /Arrested Development, 1.4: Key Decisions/ (Brad Copeland, 2003) ***1/2

149. (09 abr) Arrested Development, 1.5:
Charity Drive (Barbie Feldman Adler, 2003) ***1/2

150. (10 abr) Arrested Development, 1.6:
Visiting Ours (Richard Rosenstock e John Levenstein, 2003) ***1/2

151. (10 abr) Arrested Development, 1.7: In God We Trust (Abraham Higginbotham, 2003) ***1/2

152. (10 abr) NewsRadio, 2.10: Xmas Story (Lewis Morton, 1995) ***1/2

153. (10 abr) NewsRadio, 2.11: Station Sale (Leslie Caveny, Brian Kelley e Lewis Morton, 1996) ***1/2

154. (10 abr) Arrested Development, 1.8: My Mother, the Car (Chuck Martin, 2003) ***1/2

155. (10 abr) Arrested Development, 1.9: Storming the Castle (Brad Copeland, 2004) ***1/2

156. (11 abr) Arrested Development, 1.10: Pier Pressure (Jim Vallely e Mitchell Hurwitz, 2004) ****

157. (11 abr) Arrested Development, 1.11: Public Relations (Courtney Lilly, 2004) ****

158. (11 abr) Arrested Development, 1.12: Marta Complex (John Levenstein e Jim Vallely, 2004) ****

159. (11 abr) Arrested Development, 1.13: Beef Consommé (Richard Rosenstock e Chuck Martin, 2004) ****

160. (11 abr) Arrested Development, 1.14: Shock and Aww (Jim Vallely e Chuck Martin, 2004) ****

161. (11 abr) Arrested Development, 1.15: Staff Infection (Brad Copeland, 2004) ***

162. (11 abr) Mad Men, 2.10: The Inheritance (Lisa Albert, Marti Noxon e Matthew Weiner, 2008) ***1/2

163. (11 abr) Arrested Development, 1.16: Altar Egos (Barbie Feldman Adler, 2004) ***1/2

164. (11 abr) Arrested Development, 1.17: Justice is Blind (Abraham Higginbottam, 2004) ***1/2

165. (11 abr) Arrested Development, 1.18: Missing Kitty (John Levenstein e Mitchell Hurwitz, 2004) ***1/2

166. (12 abr) Parks and Recreation, 1.1: Pilot (Greg Daniels e Michael Schur, 2009) **1/2

167. (12 abr) The Wire, 5.2: Unconfirmed Reports (William F. Zorzi e David Simon, 2008) ****

168. (15 abr) Arrested Development, 1.19: Best Man for the Gob (Mitchell Hurwitz e Richard Rosenstock, 2004) ***

169. (15 abr) Arrested Development, 1.20: Whistler's Mother (Jim Vallely e John Levenstein, 2004) ***1/2

170. (15 abr) Arrested Development, 1.21: Not Without My Daughter (Mitchell Hurwitz e Richard Rosenstock, 2004) ****

171. (15 abr) Arrested Development, 1.22: Let 'Em Eat Cake (Mitchell Hurwitz e Jim Vallely, 2004) **** [Arrested Development 1 ****1/2]

172. (16 abr) Arrested Development, 2.1: The One Where Michael Leaves (Mitchell Hurwitz e Richard Rosenstock, 2004) ***1/2

173. (16 abr) Arrested Development, 2.2: The One Where They Build a House (Jim Vallely e Mitchell Hurwitz, 2004) ***1/2

174. (17 abr) Tudo novo de novo: 1.1: Clara, Miguel e mais uma reconstrução (2009) *

175. (18 abr) Arrested Development, 2.3: Amigos (Brad Copeland, 2004) ****

176. (18 abr) Arrested Development, 2.4: Good Grief! (John Levenstein, 2004) ****1/2

177. (18 abr) Arrested Development, 2.5: Sad Sack (Barbie Feldman Adler, 2004) ****

178. (18 abr) Mad Men, 2.11: Jet Set (Matthew Weiner, 2008) ****


179. (18 abr) Arrested Development, 2.6: Afternoon Delight (Abraham Higginbotham e Chuck Martin, 2004) ****

180. (18 abr) Undeclared, 1.1: Prototype (Judd Apatow, 2001)
**1/2

181. (18 abr) Arrested Development, 2.7: Switch Hitter (Barbie Feldman Adler, 2005)
***

182. (18 abr) Arrested Development, 2.8: Queen For a Day (Brad Copeland, 2005)
***1/2

183. (18 abr) Arrested Development, 2.9: Burning Love (Chuck Martin e Lisa Parsons, 2005)
***1/2

184. (18 abr) Arrested Development, 2.10: Ready, Aim, Marry Me! (Lisa Parsons e Chuck Martin, 2005)
****

185. (19 abr) Arrested Development, 2.11: Out on a Limb (Jim Vallely e Chuck Martin, 2005)
***1/2

186. (19 abr) Arrested Development, 2.12: My Hand to God (Mitchell Hurwitz e Chuck Martin, 2005)
***1/2

187. (19 abr) Arrested Development, 2.13: Motherboy XXX (Jim Vallely e Mitchell Hurwitz, 2005)
****

188. (19 abr) Arrested Development, 2.14: The Immaculate Election (Barbie Feldman Adler e Abraham Higginbotham, 2005)
***1/2

189. (19 abr) Arrested Development, 2.15: Sword of Destiny (Brad Copeland, 2005) ***1/2

190. (19 abr) Arrested Development, 2.16: Meat the Veals (Barbie Feldman Adler, 2005) ****

191. (19 abr) Arrested Development, 2.17: Spring Breakout (Abraham Higginbotham e Barbie Feldman Adler, 2005) ***1/2

192. (19 abr) Arrested Development, 2.18: The Righteous Brothers (Mitchell Hurwitz e Jim Vallely, 2005) **** [Arrested Development 2 ****1/2]

193. (19 abr) The Wire, 5.3: Not for Atributtion (Chris Collins e David Simon, 2008) ****

194. (20 abr) Arrested Development, 3.1: The Cabin Show (Mitchell Hurwitz e Jim Vallely, 2005) ****

195. (20 abr) Arrested Development, 3.2: For British Eyes Only (Mitchell Hurwitz e Richard Day, 2005) ***1/2

196. (20 abr) Homicide: Life on the Street, 1.1: Gone for Goode (Paul Attanasio, 1993) ***1/2

197. (20 abr) Arrested Development, 3.3: Forget Me Now (Tom Saunders, 2005) ****

198. (20 abr) Arrested Development, 3.4: Notapusy (Ron Weiner, 2005) ****

199. (22 abr) The Wire, 5.4: Transitions (David Simon e Ed Burns, 2008) ****

200. (24 abr) Tudo novo de novo, 1.2: Desejos e mentiras (2009) **1/2
E não é que esse absurdo rip-off de Once and Again Extraordinaire encontrou seu próprio ritmo larápio? Estou mais surpreso do que vocês.

201. (25 abr) Arrested Development, 3.5: Mr. F (Richard Day e Jim Vallely, 2005) ****

202. (25 abr) Arrested Development, 3.6: The Ocean Walker (Jake Farrow e Sam Laybourne, 2005) ***1/2

203. (25 abr) Arrested Development, 3.7: Prison Break-In (Karey Dornetto, 2005) ***

204. (25 abr) Mad Men, 2.12: The Mountain King (Matthew Weiner e Robin Veith, 2008) ***

205. (29 abr) The Wire, 5.5: React Quotes (David Simon e David Mills, 2008) ****

206. (01 mai) Jonny Quest, 1.1: The Mystery of the Lizard Men (Joseph Barbera, William Hanna, Alex Lovy e Doug Wildey, 1964) **1/2

207. (01 mai) Tudo novo de novo, 1.3: Engarrafamentos (2009) **1/2

208. (02 mai) Mad Men, 2.13: Meditations in an Emergency (Matthew Weiner e Kater Gordon, 2008) **** [Mad Men 2 ***1/2]

209. (03 mai) Arrested Development, 3.8: Making a Stand (Mitchell Hurwitz e Chuck Tatham, 2005) ****

210. (03 mai) Arrested Development, 3.9: S.O.B.s (Jim Vallely e Richard Day, 2006) *****
Avise seus amigos.

211. (03 mai) Arrested Development, 3.10: Fakin' It (Dean Lorey e Chuck Tatham, 2006) ****

212. (03 mai) Arrested Development, 3.11: Family Ties (Ron Weiner, 2006) ***1/2

213. (03 mai) Arrested Development, 3.12: Exit Strategy (Jim Vallely e Mitchell Hurwitz, 2006) ***1/2

214. (03 mai) Arrested Development, 3.13: Development Arrested (Richard Day, Mitchell Hurwitz, Chuck Tatham e Jim Vallely, 2006) ****
[Arrested Development 3 ****1/2]

215. (05 mai) NewsRadio, 2.12: Bitch Session (Brian Kelley, 1996) ***

216. (05 mai) NewsRadio, 2.13: In Through the Out Door (Paul Simms, Leslie Caveny, Joe Furey e Alan J. Higgins, 1996) **

217. (05 mai) NewsRadio, 2.14: The Song Remains the Same (Sam Johnson e Chris Marcil, 1996) ***

218. (06 mai) The Wire, 5.6: The Dickensian Aspect (David Simon e Ed Burns, 2008) ***1/2

219. (09 abr) Entourage, 5.1: Fantasy Island (Doug Ellin, 2008) **

220. (10 mai) /Gilmore Girls, 5.14: Say Something/ (Daniel Palladino, 2005) ****1/2

221. (13 mai) NewsRadio, 2.15: Zoso (Josh Lieb e Lewis Morton, 1996) ***

222. (13 mai) The Wire, 5.7: Took (David Simon e Richard Price, 2008) ****1/2

223. (15 mai) /Gilmore Girls, 2.1: Sadie, Sadie.../ (Amy Sherman-Palladino, 2001) *****

224. (15 mai) /Gilmore Girls, 2.2: Hammers and Veils/ (Amy Sherman-Palladino, 2001) *****
Em Sadie, Sadie, Lorelai depara com diversas revistas para noivas numa banca de jornal. Uma fileira delas, vários exemplares. Se a memória não falha, esta foi a primeira e última cena ali encenada. O que isso quer dizer? Rigorosamente nada. Max, munido de mil margaridas, pediu a mão de Lorelai em casamento, e ela ainda não sabe o que dizer (sendo Gilmore, sabe o que dizer, só não sabe a resposta). Não que potencializar a iminência (e eminência) de sua resposta não justifique mais do que plenamente as tais revistas e, de quebra, também a banca. Mas o modo como o episódio abre, bicicletas circulando, pracinha central de Stars Hollow lotada, margaridas enfeitando lapelas, postes, carros, orelhas, é tão sinistramente orquestrado que a presença do novo espaço interrompe a eletrizante cadeia de familiaridade. Imagine as mil margaridas na pousada. Imagine todas elas espalhadas pela cidade no dia seguinte. Imagine como essa distribuição se deu. Imagine uma cidade que alia qualquer traço de comodidade urbana ao prosaico, à gentileza entre vizinhos, ao burburinho local, ao conforto do movimento e fluxo de pessoas mesmo aos domingos. Kirk, nesse sentido, é Stars Hollow em carne-e-osso, sempre se reiventando em um novo posto, sempre se encolhendo nas frestas das ocupações mais esquivas para deixar Stars Hollow menos permeável ao que quer que a deixe menos idílica (é ele quem entrega as margaridas para Lorelai; é ele quem organiza a festa de noivado de Hammers and Veils; sendo assim ele pode bem ter decorado a cidade com as flores). A banca de revistas é um espaço que só poderia ser comandado por Kirk, mas seu dono é outro. Mais um elemento de estranhamento. É sempre surpreendente redescobrir que Kirk não é responsável pelo funcionamento de Stars Hollow como um todo. Perceber isso deixa a cidade menos mágica, menos um recorte e colagem de seus moradores, menos um quebra-cabeças com Kirk sendo uma pecinha-curinga. Deve ser por isso que é fascinante ver como funcionam os estabelecimentos da cidade. A livraria de Andrew, por exemplo, é quase sempre vista sob a perspectiva da Rory, sendo assim algo que a define e algo que ela mesma define. O restaurante de "panquecas" do All serve de tudo, mas serve apenas como lembrete da voracidade do apetite das protagonistas, já que nunca foi visto. Weston's é o Luke's de Lorelai quando ela não tem um Luke. Outros locais são igualmente intrigantes: a farmácia (onde a namorada de Jess no princípio da terceira temporada trabalha), o cinema (uma sala de estar ampliada,
vide a cena do sonho em Say Something, em que o cinema vai à casa de Lorelai), a locadora de vídeo (mais célebre pela traquinagem de Jess do que pelos filmes que abriga), o Dosey's (que ganha destaque somente por Dean lá trabalhar). A banca de jornal sem Kirk, ou qualquer outro personagem recorrente, é, portanto, um OVNI, mas sua essência ainda é Stars Hollow pura: um lugar para ver e ser visto. A lanchonete de Luke, em Sadie, Sadie, agora tem uma porção de narizes colados às suas vidraças, olhos eletrizados em busca da reação dele frente à notícia de Lorelai. Ela não enxerga a indiscrição do bisbilhotar como afronta, mas sim o porquê de aquelas pessoas estarem ali, mal podendo acreditar na suposta cruz que Luke carrega por ela. Depois de comunicá-lo (algo que os fãs da série devem ter antecipado de forma alucinada —— eu só fui gilmoreado em 2004 —— entre o final da primeira e o início desta temporada), percebe nele um tom de desencanto não só com o casamento, mas com seu destino: perguntar a ela o lugar onde vai morar, se continuará trabalhando depois de casada etc., é uma forma de desencantar o casamento, desencantar a cidade de suas mil margaridas, e se desencantar dela, vendo-a como Sadie, Sadie, Married Lady simplesmente. Frustrada pelo não-espetáculo, Lorelai não joga pão para a multidão, mas Stars Hollow, primando pela retidão, arma o circo de sempre. O mesmo ocorre quando Lorelai decide aceitar o pedido durante um jantar na casa de seus pais (sem dúvida um ato de desafio: mudar o curso de sua vida de novo na casa dos pais, e sem comunicá-los!) e pula para cima e para baixo com Rory no meio da refeição. Richard e Emily, aturdidos, também primando pela retidão, recolhem seu circo imediatamente, ignorando ambas. Perto do fim do episódio, numa cena acachapante, Emily é informada do casamento da filha por outra pessoa —— e Hammers and Veils girará em torno do que não pode ser silenciado, do que tem de ser comunicado, do nariz que deve ser colado à vidraça. Antes disso, Sadie, Sadie acerta em dar pequenos momentos de isolamento para Lorelai: seja observando o anel na casa dos pais, seja consultando revistas para noivas, o episódio conclui com ela dizendo para si mesma "eu vou me casar". Ela diz como se Max não estivesse ali, mas ele está, e ela ainda assim tinge sua decisão (fruto de olhar seu anel, de folhear revistas, de conversar com a filha) com tintas só aplicáveis a situações incontornáveis, inegociáveis. Hammers and Veils me segura pelo braço e não me solta. A festa de noivado de Lorelai e Max na praça de Stars Hollow é, de certo modo, gêmea da cena de abertura de Sadie, Sadie. Os ritmos da cidade continuam cadenciados e seguem fiéis ao belíssimo preceito que norteia as cenas com multidões da série: encontrar pontos de concordância e gestos amainados com uma belíssima música ao fundo (no caso, "Love Is Everywhere I Go"). Rory se despede ao longe de Lane, que passará uma temporada indefinida na Coreia. Mas ela está nos braços de Dean. Kirk, com um auto-falante, busca controlar a festa pública até que Lorelai lhe toma o instrumento. Mas Miss Patty o tira para dançar. Lorelai está feliz, mas a dado momento percebe a ausência de Luke. Ela vai até sua lanchonete, o chama para a festa. Ele comparece, ela nota sua presença. Fim da cena. Mas a sequência que encerra o episódio pode bem ser a maior glória de Gilmore Girls: Lorelai se justifica perante a mãe, mas claro que por ser Lorelai, o ato de explicar o motivo pelo qual não a contou sobre seu casamento envolve um pretexto, e logo um desses tão simples, mais honesto impossível: a opinião da mãe sobre que véu ficaria melhor nela. É mérito da sensibilidade visionária de Amy Sherman-Palladino que o simples artifício ganhe o mais complicado e verossímil dos contornos com uma simples fala ("That's what I wore"). Penso sempre nesta fala específica e numa outra, que fecha o primeiro episódio da terceira temporada e que é possivelmente a prova mais eletrizante do elo de Luke e Lorelai: "Hand me my purse, will you? I'm hungry." O perigo do discurso da saudade é acabar embalando os melhores momentos de Gilmore Girls (e não precisa ser cenas, falas já se mostram suficientes) em cápsulas que só eu entenderei quando as desembalar, ou pelo menos quando for rever o episódio em questão. É um processo natural associar a série a pessoas que eu conheci, a situações que vivenciei, a situações que quero vivenciar, que quero narrar, contar, escrever. Escrever sobre Gilmore é, assim, deixar registrado para sempre, mais do que falas isoladas, discursos completos sobre pessoas e narrativas que eu planejo acompanhar pelo restante da vida. Gilmore me deixa em casa, mas rever contínua e aleatoriamente suas temporadas sem deixar nada por escrito me parece a receita para o caos. Está muito cedo para criar mitos, as raízes bastam por ora. Se eu associo minha vida a Gilmore, então minha vida é o máximo por permitir tal aproximação? Ou é abismal pelo mesmo motivo? Se só eu vejo a tristeza subliminar da série (uma amiga diz que é guilty pleasure, um amigo diz que ajuda nos momentos difíceis), é porque associar a Vida a uma série só pode dar errado: corre-se o risco de voltar a episódios específicos que lembrem determinada pessoa em vez de, bem, voltar àquela pessoa. Gilmore me faz ter saudade de tudo, inclusive de coisas que tenho perto de mim. Rever os melhores episódios é comparar as cores vibrantes de lá com as cores apagadas daqui. É uma injustiça que só é corrigida quando escrevo sobre Gilmore, porque fazê-lo é, de muitas formas, escrever Gilmore. É só uma série. O fato de ser a que mais me agrada, diverte e arrebata é que complica tudo.

225. (17 mai) How I Met Your Mother, 3.1: Wait for It (Craig Thomas e Carter Bays, 2007) ***

226. (20 mai) The Wire, 5.8: Clarifications (David Simon e Dennis Lehane, 2008) ****1/2
SPOILERS. Quando The Wire for enfim considerado o que de melhor a tevê americana nos deu (somado a
Gilmore Girls, claro), a confissão de McNulty para Beadie ("I don't know where the anger comes from.") será alavancada como um dos momentos-chave da série. The Wire nunca me pareceu insistente ao modular McNulty como o turrão de olhos esbugalhados da burocracia policial e o mambembe herói fodido da plateia. É por isso que quando ele se importa com o que fez ou com o que deixou de fazer você se importa com sua própria recriminação (acredito que, para preservar o personagem de qualquer traço de autoconsciência, as cenas com Beadie sejam tão raras e rarefeitas, quase escapando pelas mãos). O assassinato de Omar por um garoto é tão surpreendente, encenado com frieza tal, que não dá para deixar de confrontá-lo com os policiais cercando a cena da morte de Stringer Bell, no último episódio da terceira temporada e possível melhor hora da série, em que quase se faz uma elegia à desaparição da matéria tratada, coloquemos assim.

227. (20 mai) Entourage, 5.2: Unlike a Virgin (Doug Ellin, 2008) ***
Possivelmente o melhor episódio da história de Entourage.

228. (20 mai) Spectacle: Elvis Costello with... Rufus Wainwright (Stephen Warden, 2009) ***
Esqueci de adicionar aqui os programas com Elton John e Bill Clinton.

229. (24 mai) How I Met Your Mother, 3.2: We're Not from Here (Chris Harris, 2007) **1/2

230. (27 mai) The Wire, 5.9: Late Editions (David Simon e George Pelecanos, 2008) ****1/2

231. (27 mai) Spectacle: Elvis Costello with... Smokey Robinson (Stephen Warden, 2009) ***

232. (27 mai) Entourage, 5.3: The All Out Fall Out (Rob Weiss, 2008) ***

233. (28 mai) Entourage, 5.4: Fire Sale (Doug Ellin, 2008) ***

234. (31 mai) How I Met Your Mother, 3.3: Third Wheel (David Hemingson, 2007) ***

235. (02 jun)
NewsRadio, 2.16: Houses of the Holy (Dawn DeKeyser, Brian Kelley, Joe Furey e Paul Simms, 1996) ***

236. (02 jun)
NewsRadio, 2.17: Physical Graffiti (Josh Lieb e Paul Simms, 1996) ***1/2

237. (03 jun)
NewsRadio, 2.18: Led Zeppelin (Leslie Caveny, 1996) ***1/2

238. (03 jun) The Wire, 5.10: -30- (David Simon e Ed Burns, 2008) ****1/2 [The Wire 5 ****1/2 / The Wire 1-5 *****]

239. (09 jun) NewsRadio, 2.19: Presence (Alan J. Higgins e Josh Lieb, 1996) ***1/2

240. (09 jun) NewsRadio, 2.20: Coda (Brian Kelley e Lewis Morton, 1996) ***1/2

241. (10 jun) Spectacle: Elvis Costello with... Diana Krall Interviewed by Elton John (Stephen Warden, 2009) ***1/2

242. (11 jun) Entourage, 5.5: Tree Trippers (Ally Musika, 2008) **

243. (11 jun) Entourage, 5.6: Redomption (Doug Ellin, 2008) *

244. (14 jun) Spectacle: Elvis Costello with... She & Him/Jenny Lewis/Jakob Dylan (2009) (Stephen Warden, 2009) ***1/2

245. (15 jun) NewsRadio, 2.21: Led Zeppelin II (Drake Sather, 1996) ***1/2 [NewsRadio 2 ***1/2]

246. (15 jun) NewsRadio, 3.25: Injury (Paul Simms, 1997) ***1/2

247. (?? jun) Entourage, 5.7: Gotta Look Up to Get Down (Ally Musika e Rob Weiss, 2008) ***1/2

248. (14 jul) Hung, 1.1: Pilot (Colette Burson e Dmitry Lipkin, 2009) 1/2
Uma premissa levemente amusing, se não exatamente original, para a profissão mais antiga do mundo. Não surpreende o material promocional da série revolver no protagonista como Mr. Robinson, calçando suas meias, possivelmente a única referência cultural dos criadores do piloto mais apagado, flácido e avesso ao humor que tenho notícia. Situar a série na Detroit-da-crise obviamente equivale a tomadas de carros entrando como sucata em ferro-velho e não saindo novos de fábrica, uma ferroada no estilo de vida que elegeu como vitorioso e libertador os caprichos de Mrs. Robinsons da vida (antes de escolher o amor verdadeiro como vencedor) há 40 anos. Como a primeira série de nota cunhada nos difíceis tempos de bolhas e cartões de crédito estourados, Hung não podia explicitar mais a que veio. Um plano fechado na bandeira norte-americana é seguido por outro aberto, que agora a tem pairando ao lado de uma retroescavadeira cavucando um futuro terreno baldio. Trata-se de um recurso muito eficiente no humor (um que ocasiona um "instante de iluminação" para o personagem, alargando sua perspectiva ou ainda somente a da plateia, deixando-o quieto em sua própria pateticidade terrena), e aqui ele também é usado para este efeito, o humor desconfortável, amarelado (a cara do diretor). A terrível narração em off do protagonista abre com "Everything's falling apart" (escavadeira trabalhando). Menciona seus pais, "normal jobs, normal living", concluindo com "they fit in". Logo depois: "What would I tell them if they saw me now?" Surpreendentemente a seguir ele menciona que seus pais o ensinaram a fazer o que quer que precise ser feito e que "You do your best with whatever gifts God gave you". Sabendo-se que a narração é posterior à adoção do novo trampo (i.e. o "gifts God gave" refere-se a seu pau pornográfico), tem-se aí o problema número um: alivia-se logo qualquer tipo de embaraço ou impedimento que ele poderia colocar para si (vergonha, apelos à decência, the old America etc.). Não que fazê-lo se sentir envergonhado pelo que fará seja algo necessariamente bom ou produtivo, mas o primeiro minuto elimina de pronto tudo isso. O que sobra? A crise. A econômica (a grama mais verde do vizinho, a hipoteca, a casa incendiada, os filhos pedindo dinheiro, o marido rico da ex-mulher) e a da família (que nesse mundo cético está necessariamente ligada à crise econômica; assim, o vizinho rico oferece um modelo vencedor nocivo para a relação do protagonista com seus filhos; a casa incendiada, um protótipo de lar inadequado; os filhos pedindo grana, uma base de comparação para que o marido rico da ex-mulher — e esta, em decorrência — conquiste o afeto das crianças em detrimento do pai loser). A cena de apresentação do protagonista, um discuro feito como treinador ao time de basquete, é bizarra. Não só porque ele sai dela como um neurótico-alucinado-cafeinado técnico (e o cara é um cidadão-médio bem pacato), mas por prover uma lição de vida (o que significa, neste caso, o processo nada tortuoso pelo qual ele "se aceitou" como puto de luxo) envolvendo um besouro que sempre carrega sua merda consigo. O discuro é "ao contrário do besouro, deixemos nossa merda para trás". É claro que seguimos então para a merda de vida do protagonista. O incêndio, uma conversa fracassada com a ex-mulher (Anne Heche, lésbica notória, muito bem como "the crazy chick"), os filhos se mudando para a casa da mãe. Pausa para falar dos filhos. Um casal corpulento de uns 18 anos. Ele é gótico, unhas pretas, batom. Ela é gótica, apenas. (Talvez não seja; é que as cenas com a menina são tão patéticas que é impossível discerni-la do irmão). A chegada da menina na noite do incêncio causa um cataclisma familiar imbecil, agora que nosso protagonista, caipirão sangue-bom, resolve tirar satisfações sobre o paradeiro dela e "por que seu celular está desligado" e "seu horário de chegar em casa é 22h" e "que cara é esse que trouxe você pra casa". A menina fica nervosa, o menino diz "She's freakin' out!", o pai continua gritando, ela começa a chorar, daí o pai pede desculpas (sim, pede desculpas por ter toda a razão do mundo), e então eles se abraçam e ele nota o batom nos lábios do filho (o que talvez prenuncie outro conflito familiar para quem confude "gothic" com "goth"). A questão não é exatamente como esse protagonista educa mal seus filhos, mas como ele os ama mal, e como isso o deixa parecendo o mais imbecil dos pais e o mais retardado dos personagens. É por isso que quando o filho pede US$50 para um show de rock e o pai nega, o garoto diz "Eu sabia que você ia dizer não" e vai embora, e o pai vai atrás e diz "volta aqui". Sou completamente a favor da criação inortodoxa de filhos (olha como Rory saiu bem!), ainda mais quando o mote de uma série fenomenal como Gilmore Girls seja uma mãe e uma filha como melhores amigas. É difícil acreditar que os conflitos familiares de Hung, até por se ligarem à derrocada econômica ou "dos valores", possam advir de uma falta de pulso tão gritante. Ele está tentando conquistar seus filhos e, por isso, age de forma condescendente. Mas os filhos estão no celular ligando para a mãe para que os resgatem da casa incendiada do pai. Nesse cabo-de-guerra do egoísmo, você tem um dos menos críveis núclos familiares não-nucleares (re: Once and Again, ou ainda seu spin-off, Tudo novo de novo). Eu, que sou obcecado por relação familiares em séries, estava preparado para dar um desconto para Hung (sabendo que nem todo pai pode ser uma mãe como Lorelai Gilmore ou Lily Manning) se toda a questão amusing da premissa fosse tratada com a espirituosidade merecida. Não foi. Há uma cena que exemplifica isso claramente: na tal palestra de autoengrandecimento/autoajuda/"seja autônomo", nosso herói, já ciente do seu "winning tool", faz um discurso que começa petulante ("I've got a big dick. Now what do I do with the damn thing?"), fica modesto ("I'm not that smart. I'm not that talented."), descamba para o sentimentalismo ("I can't even afford to buy my son a ticket to a fuckin' rock concert") e termina discretamente hilariante ("My big dick is all I've got."). Terminantemente avessos ao humor espevitado (que na minha opinião só pode ser o humor prentendido por uma série limitada a uma premissa amusing como esta), o protagonista, em V.O., revela: "Ok, I didn't actually said that." Claro que não, como poderiam ter deixado. Na galeria de péssimas caracterizações, mais uma: a poetisa hipster cafetina ninfomaníaca cheia de brios (quando sabe da nova atividade do protagonista: "that's disgusting.") e imprevisível e sem brios ("I can help you sell yourself...") e what a bitch ("...but not for free."). Aparentemente os roteiristas acham hilário sobrepor a camada
"mulher do mundo que leva homens para sua casa, transa com eles, grita muito, goza litros e agencia amantes" à "mulher das letras que quer fazer biscoitinhos da sorte sui generis". A malfadada primeira tentativa do novo puto é escancaradamente pueril, e isso soa forçado, como se por ser um piloto não estivéssemos aptos para o hardcore e precisássemos de "character development" em contagotas. A reação do protagonista quando sua cliente "muda de ideia" é chutar a porta irado, e é claro que depois ele fica pianinho. Assim como é claro que ele, depauperado, entrega os US$50 da cliente para o filho. E é claro que ele "se sente bem pela primeira vez em anos" na narração final, enquanto um mendigo arrasta um carrinho com suas posses, incluindo a bandeira americana, pelas ruas — e este é o máximo de "liberal critique" que Hung se permite (cf. Weeds, em que a mamãe-do-tráfico não entrega a dinheirama aos filhos sem antes pensar what the fuck am I doing). Hung é tão inepto que escamoteia a dignidade do white trash sem ao menos entregar as patéticas gargalhadas que os espectadores se habituaram a esperar desse tipo de desvio. O que dizer de uma série que acredita agradar no humor com o seguinte diálogo: "How old are you, like 40?", pergunta o protagonista. "No!", retruca a hipster, "38!".

249. (15 jul) Hung, 1.2: Great Sausage or Can I Call You Dick? (Colette Burson e Dmitry Lipkin, 2009) **



Entre 16 e 23 de julho assisti a quase 80 episódios de séries e não acho necessário desenvolver cada um deles no nobre porém exaustivo esquema acima. Revista, a primeira temporada de Friday Night Lights é de fato sublime, muito perto da excelência da de Once and Again (a melhor temporada inaugural de um seriado). Há algo de religioso na apreensão intuitiva, tateante de uma realidade a partir da contraposição entre conversas mano-a-mano extremamente sentimentais (sim, exatamente como aquelas de Once and Again) e o fervor circo-na-cidade dos jogos nas noites de sexta. Foram quatro noites e madrugadas em companhia de pessoas enternecedoras em sequências impecáveis (sim, exatamente como as de Gilmore Girls). Já a s2 de 30 Rock não representa um retrocesso per se, mas sim uma constatação de que a colher de chá dada para a s1 (material para ***, honestamente) foi cuspida. É aquela coisa: mais de Tina, mais de Baldwin, menos de todo o resto. Twin Peaks é aquilo que vocês conhecem, o piloto é *****, os episódios subsequentes menos impressionantes em maior ou menor grau (com exceção do magnífico, encantandor s2e6). Mas sinto que minha "incumbência" com Peaks acabou neste mesmo episódio; depois daqueles horrendos e fascinantes 10 minutos finais falta alguma coisa? Enfim, dei uma pausa para rever Lights justamente para salvar o casamento.

(16-17 jul) 30 Rock s1 [21 episódios] (Tina Fey, 2006/07) ***1/2

(17-18 jul) Twin Peaks s1 [8 episódios] (David Lynch e Mark Frost, 1990) ****1/2

(18-19 jul) 30 Rock s2 [15 episódios] (Tina Fey, 2007/08) ***

(20-23 jul) /Friday Night Lights s1/ [22 episódios] (Peter Berg, 2006/07) *****

(19 jul-??) Twin Peaks s2 [22 episódios] (David Lynch e Mark Frost, 1990/91) em andamento

(24 jul) The Office (UK) s1 [6 episódios] (Ricky Gervais e Stephen Merchant, 2001) ***



328. (26 jul) Better Off Ted, 1.1: Pilot (Victor Fresco, 2009) **

329. (27 jul) /Gilmore Girls, 3.16: The Big One/ (Amy Sherman-Palladino, 2003) ****

330. (27 jul) /Gilmore Girls, 3.19: Keg! Max!/ (Daniel Palladino, 2003) ****

331-39. (30 jul-03 ago) Monk 1.1-8 (Andy Breckman, 2002) entre ** e ***.

340-42. (09-10 ago) Weeds 4.1-3 (Jenji Kohan, 2008) **
Perdi a paciência com Weeds; como se isso fosse possível, o humor negro agora é contraproducente em absoluto (complacente, moldado à imbecilidade reinante, não mais a circunspecta balança moral). Na maioria das cenas eu tenho vontade de gritar "be a lady, porra"
para a protagonista; para os outros, varia de "você é retardado?" a "você não fez o que eu acabei de ver que você fez". Como se mais pessoas se divertissem ao meu lado com os gracejos de uma série-cisne que a cada episódio canta seu lamento final, a elas pergunto: "o que é tão engraçado?" Acho que falar sozinho para os lados e para a tela não qualifica uma experiência como produtiva.

343. (15 ago) My So-Called Life, 1.1: Pilot (Winnie Holzman, 1994) ****

344. (16 ago) My So-Called Life, 1.2: Dancing in the Dark (Winnie Holzman, 1994) ****

345. (21 ago) My So-Called Life, 1.3: Guns and Gossip (Justin Tanner, 1994) **1/2

346. (22 ago) My So-Called Life, 1.4: Father Figures (Winnie Holzman, 1994) ***1/2

347. (22 ago) My So-Called Life, 1.5: The Zit (Betsy Thomas, 1994) ***1/2

348. (10 set) My So-Called Life, 1.6: The Substitute (Jason Katims, 1994) ***1/2

349. (18 set) Buffy the Vampire Slayer, 1.1: Welcome to the Hellmouth (Joss Whedon, 1997) ***

350. (18 set) Buffy the Vampire Slayer, 1.2: The Harvest (Joss Whedon, 1997) ***

351. (18 set) Buffy the Vampire Slayer, 1.3: Witch (Dana Reston, 1997) ***

352. (18 set) Buffy the Vampire Slayer, 1.4: Teacher's Pet (David Greenwalt, 1997) ***

353. (19 set) Buffy the Vampire Slayer, 1.5: Never Kill a Boy on the First Date (Rob Des Hotel e Dean Batali, 1997) ***

354. (19 set) Buffy the Vampire Slayer, 1.6: The Pack (Matt Kiene e Joe Reinkemeyer, 1997) ***

355. (19 set) Buffy the Vampire Slayer, 1.7: Angel (David Greenwalt, 1997) ****1/2

356. (25 set) Modern Family, 1.1: Pilot (Steven Levitan e Christopher Lloyd, 2009) ***



 

2008

000. Weeds 1 ***1/2, The Office (US) 1 ***, The Office (US) 2 ****, Deadwood 1 ****, /The Wire 2/ *****, Weeds 2 ****, The Return of Jezebel James 1 (inc.) *1/2

001. (13 abr) Pushing Daisies, 1.1: Pie-lette (Bryan Fuller, 2007)
***

002. (20 abr) Pushing Daisies, 1.2: Dummy (Peter Ocko, 2007)
***

003. (21 abr)
/Gilmore Girls, 5.11: Women of Questionable Morals/ (Daniel Palladino, 2005) ***1/2 [antes: **1/2]

004. (22 abr) /
Gilmore Girls, 5.12: Come Home/ (Jessica Queller, 2005) ****
Sookie se enrola no edredom, no toblerone e em reprises de um seriado favorito. (Paralelamente, voltar aos adoráveis episódios vespertinos da última grande temporada de Gilmore Girls é algo para comemorar.) Se a cozinheira precisa de uma hora semanal longe do ambiente doméstico e de negócios, melhor ainda que ela não sintonize suas aflições como uma dona-de-casa desesperada. Pelo contrário, é um pequeno prazer, um prazer culpado: um seriado chocho e deliciosamente assim, e a emoção do escape, de assombrar uma pousada, aquela sensação deliciosa de permanecer no local de trabalho quando todos já o deixaram. A idoneidade de sua hora não é a idoneidade das empedernidas mulheres casadas que armam um cataclisma indiscreto de insatisfação pessoal. É o contentamento de não causar aborrecimentos ao marido que não se aborreceria por nada disso (Jackson aceitaria tudo de bom-grado e liberaria a sala de televisão da casa para "sua hora", ela afirma). É não ficar no vermelho com um marido que nunca a recriminaria por isto numa rusga futura. Antes de tudo, é a oportunidade de deixar Michel louco atrás do invasor e de estreitar o convívio com Lorelai, que faz da hora da amiga a sua própria. É um alívio que as circunstâncias deixem marcas casuais, discretas em Gilmore: veja Luke como um gatuno noturno, elaborando sub-repticiamente os presentes mais apaixonados do mundo da tevê. No episódio anterior (um elo fraco na cadência narrativa de Gilmore, mas repleto da quintessência circo-na-cidade, com mais uma reconstituição de um grande evento histórico), um rinque de patinação no gelo é armado para reconciliar Lorelai e a neve (re: 1.8: Love & War & Snow), ou ainda, no episódio em questão, a compra de uma televisão para seu quarto que sobreviveu muito bem sem uma. Que ele não faça questão de proclamar esses presentes em sua verdade romântica é sintomático de uma série que é uma afirmação da vida, em especial da parte chamada diversão. Ainda melhor é a reconciliação entre Richard e Emily - motivada por um cão perdido, um evento banal de tão fútil que poderia constar num conto do Tchekhov -, que envolve um acidente de carro que desestabiliza a imagem clássica de um evento beneficente da elite e ainda Richard ganhando mais e mais centímetros ao confrontar um antigo acompanhante da mulher. Finalmente, Lorelai experimentando um vestido de noiva é uma imagem memorável que eu quero encapsular. A acre nota final encapsula veneno: Emily também ganha uns centímetros e se insufla em dignidade aristocrática ao entregar o convite de renovação de casamento a Christopher, não sem antes apelar para a imagem vista e em "as coisas estão ficando sérias entre eles". Um contraponto de partir o coração é com a seção final do 2.2: Hammers and Veils, em que uma discussão entre o que é mais apropriado para o casamento de Lorelai, véu ou tiara, é ainda mais apropriada para consolidar o bonde mãe-e-filha (mãe-e-avó, para os iniciantes
). O coração volta a colar quando penso no episódio subseqüente, 5.13: Wedding Bell Blues, de esporte fino em ritmo jazzístico; e é estraçalhado novamente porque o feriado acabou, a vida continua e eu não tenho as próximas tardes livres para o meu esporte favorito.

005. (22 abr) Mad Men, 1.1: Smoke Gets in Your Eyes (Matthew Weiner, 2007) ***1/2

006. (26 abr) Cheers, 1.1: Give Me a Ring Sometime (Glen Charles, Les Charles, 1982) ****

007. (26 abr) Cheers, 1.2:
Coach's Daughter (Ken Estin, 1982) ***

008. (26 abr) Cheers, 1.3: Sam's Women (Earl Pomerantz, 1982) ***1/2

009. (26 abr) Cheers, 1.4: The Tortelli Tort (Tom Reeder, 1982) ***1/2

010. (26 abr) Cheers, 1.5: Sam at Eleven (Glen Charles, Les Charles, 1982) ****

011. (26 abr) Cheers, 1.6: Any Friend of Diane's (Ken Levine, David Isaacs, 1982) ***1/2

012. (26 abr) Mad Men, 1.2: Ladies Room (Matthew Weiner, 2006) ***1/2

013. (27 abr) Cheers, 1.7: Friends, Romans, Accountants (Ken Levine, Davis Isaacs, 1982) ***

014. (27 abr) Cheers, 1.8: Truce or Consequences (Ken Levine, Davis Isaacs, 1982) ***1/2


015. (27 abr) Cheers, 1.9: Coach Returns to Action (Earl Pomerantz, 1982)
***1/2

016. (26 abr) Pushing Daisies, 1.3: The Fun in Funerals (Bryan Fuller, 2007)
***

017. (27 abr) Cheers, 1.10: Endless Slumper (Sam Simon, 1982)
***

018. (27 abr) Cheers, 1.11: One for the Book (Katherine Green, 1982)
***

019. (27 abr) Cheers, 1.12: The Spy Who Came in for a Cold One (David Lloyd, 1982)
***

020. (27 abr) The Wire, 3.11: Middle Ground (George Pelecanos, 2004)
****1/2

021. (27 abr) The Wire, 3.12: Mission Accomplished (David Simon, 2004)
***** [The Wire 3 *****]

022. (28 abr) /Gilmore Girls, 5.16: So... Good Talk/ (Lisa Randolph, 2005) ****
Eu queria saber a história por trás desses escritores de um só episódio. Não é bem um costume meu, mas quando me deparo com um redator praticamente desconhecido do staff regular, faço uma breve pesquisa no imdb, talvez pela insistência em mapear as trajetórias de cabeças vitalmente contaminadas pelo ritmo da fala humana. (Tudo começou quando Jenji Kohan criou a ótima Weeds quatro anos depois de roteirizar apenas um episódio, mas um cintilante, o marcante 1.7: Kiss and Tell. É fácil, até demais, vê-la como aprendiz da feiticeira Amy.) Assim, após a pesquisa, descobri que Lisa Randolph é script coordinator e assistente de Amy Sherman-Palladino, e isso regularmente (decerto deveria ter distribuído seu cartão de visitas em mais episódios). Mesmo que se coloque o casal Palladino como redatores-chefe, acredito que dificilmente os diálogos deliciosos do episódio precisaram de algum polimento. Estranho e maravilhosamente generoso: todos saem com o que querem (exceto Zach, mas ele é dispensado de lavar a louça). Rory sai com uma possibilidade de relacionamento fundada em novas, excitantes e remotas bases (re: trecho final de 5.8: The Party's Over). Lorelai tira camaradagem de sua introspecção (um progresso que encontra os olhos como merecido; depois de enviar uma mensagem desesperada para a secretária eletrônica de Luke, faz sentido que seu arrependimento naquela mesma noite, ainda acrescido de uma sucessão fantástica de acontecimentos do ep. anterior a esse, tire o bambolê-em-chamas da frente de seu espiríto indomável, agora livre para perseguir as finas coxas do carteiro). Luke afunda em autocomiseração como pode, e talvez até tenha encontrado alguma nobreza ou repreensão punitiva na irritabilidade (Kirk, pelo contrário, encontra bem mais). Sookie triunfa ao tirar Lorelai de casa. Lorelai, de fato, inicia sua maratona de A Star is Born. Mais que isso: é ver uma Rory sem tostões encurvada por conta de um saco de roupa suja semanal, perambulando em Stars Hollow cercada de livros, almoçando um hambúrguer (um "conceito de almoço") e dizendo coisas como: "You're making me sound a little slutty". Mais ainda: é Lorelai pedindo ajuda ao pai nos negócios, ela de olhos quase marejados quando ele lhe diz: "You've done a wonderful job here". A gangorra de débitos, créditos e moratórias emocionais tem uma invectiva irrepreensivelmente terrena.

023. (30 abr) Cheers, 1.13: Now Pitching, Sam Malone (Ken Levine, Davis Isaacs, 1983) ***

024. (30 abr) Cheers, 1.14: Let Me Count the Ways (Heide Pearlman, 1983) ***

025. (30 abr) Cheers, 1.15: Father Knows Last (Heide Pearlman, 1983) ***

026. (30 abr) Cheers, 1.16: The Boys in the Bar (Ken Levine, Davis Isaacs, 1983) **1/2
Veja comentário número 032.

027. (30 abr) Cheers, 1.17: Diane's Perfect Date (David Lloyd, 1983) ***1/2

028. (30 abr) Cheers, 1.18: No Contest (Heide Pearlman, 1983) ***1/2

029.
(01 mai) Cheers, 1.19: Pick a Con... Any Con (David Angell, 1983) ***1/2

030. (01 mai) Cheers, 1.20: Someone Single, Someone Blue (David Angell, 1983) ***1/2

031. (01 mai) Cheers, 1.21: Show Down: Part 1 (Glen Charles, Les Charles, 1983) ***1/2

032. (01 mai) Cheers, 1.22: Show Down: Part 2 (Glen Charles, Les Charles, 1983) ****
Faíscas e farpas eram esperadas no confronto final da temporada e, de fato, nunca uma rendição romântica pressupôs com tamanha propriedade a noção imediatamente anterior de guerra. (As surpresas ficam mesmo por conta da excelente cena de abertura, bizarramente reaproveitada de um episódio anterior, e da narração de Carla, que perfaz os questionamentos "Será que..." óbvios de cada um, exceto que o seu - se seu marido ligará ou não para ela - é o único MacGuffin do episódio, ao manter a bola rolando apenas para ser solenemente ignorado.) A vitalidade de Cheers é encantadora, sua disposição, e cacife, para lidar com apenas um grande arco (o engata-não-engata de Sam e Diane) permite a cada episódio dedicar um tempo especial para os diversos núcleos: Norman, recepcionado como nenhum outro, diz seus aforismos; Carla às voltas com uma nova gravidez e com a velha prole; "Coach" estabelecido como a criatura mais doce da televisão. E quando se pensa estar diante da simplória dinâmica puxe-empurre de uma típica Guerra dos Sexos, alguns episódios bizarros aparecem no meio do caminho. O mais problemático (e, de algum modo, glorioso), o 1.16: The Boys in the Bar, traz um velho amigo de Sam, agora fora do closet, lançando uma autobiografia em seu bar. O receio dos convivas, e até do dono, é de que Cheers vire uma birosca gay. O fato de três dos personagens principais se apegarem à pura beligerância em relação a freqüentadores apenas suspeitamente gays é arriscado e corajoso (Carla, a garçonete, diz que um bar gay requisitaria garçons e, assim, ela seria demitida). Diane, como o grilo falante da consciência moral (status que ela assume em quase todos os episódios e que resvalaria para a completa repelência caso a força-tarefa responsável pela hostilidade - seus colegas de trabalho - não livrasse o espectador do encargo) impele Sam ao credo isonômico "cliente é cliente", e até testemunhamos algo como "Este não será um bar do qual pessoas são expulsas" (não sem antes recordar do amigo como antigo parceiro na noite com "O mundo era mais simples", ou ainda insistir em "Homens devem ser homens"). Justo o bastante. Exceto que os apontados como gays não o eram, e dois dos que reforçavam o coro da intolerância acabam assim se revelando. Uma reviravolta de mau gosto, terrivelmente fatalista: gays estão entre nós, não há meios para diferenciá-los de nós, nos resta aceitá-los. (Ao fim e ao cabo, todos riem: Norman recebe em cada uma das bochechas rosadas um beijo de cada um e diz que eles são melhores que sua patroa. Um alô-chega-mais caliente para a diversidade. É um assombro esse episódio ter barganhado para os escritores um prêmio contra a homofobia de alguma organização/aliança gay.) Os métodos de Cheers não esmoreceram: o freeze frame utilizado no encerramento de diversos episódios eleva e eclipsa com destreza o desajeito terreno; diálogos prosseguem no fundo preto de fim-de-episódio; a linda cena conclusiva de 1.5: Sam at Eleven parte de picuinhas no escritório e segue até um adoravelmente fraudulento finale no balcão do bar. Se não é exatamente carregado em sofisticação (é um espanto Diane mencionar Keats e Kierkegaard; e uma bênção que só ela entenda), é notável por seu espirituoso mostruário de vícios e virtudes, polido com a típica precisão teatral de uma série gravada no formato tradicional, defronte a uma platéia solícita, mas que talvez só o seja por receber algo estimulante para trabalhar. Pura vergonha e total decepção o novo petardo de Amy Sherman-Palladino, The Return of Jezebel James, ter se revelado um tiro n'água, porque este é um formato fascinante, do qual muito se pode tirar. Ah, e os três grandes episódios da temporada foram escritos pelos irmãos criadores da série, o que só prova que a teoria do autor encontra um teto na televisão. [Cheers 1 ****]

033. (01 mai) /Gilmore Girls, 5.19: But I'm a Gilmore!/ (Amy Sherman-Palladino, 2005) ****
"Pelo menos eu notei o Velásquez", "Meus ancestrais vieram no Mayflower" etc.

034. (01 mai) Pushing Daisies, 1.4: Pigeon (Rina Mimoun, 2007) **1/2

035. (01 mai) /Cheers, 1.22: Show Down: Part 2/ (Glen Charles, Les Charles, 1983) ****

036. (02 mai) /Cheers, 1.16: The Boys in the Bar/ (Ken Levine, Davis Isaacs, 1983) **1/2
Veja comentário número 032.

037. (02 mai) /Gilmore Girls: 5.20: How Many Kropogs to Cape Cod?/ (Bill Prady, Rebecca Rand Kirshner, 2005) ****
Um clássico: "A Kropog is a unit of distance, Lorelai. Not volume"; Richard complementa o elogio de Emily ao carro esportivo de Logan com "e foi muito bem estacionado"; Luke contemplando um Taylor atacado por manequins com um "I have to get a camera" (Lorelai sempre diz isso); um professor diz "whatever" para Rory (!); Lorelai vislumbra um futuro de career woman (paralelamente, Rory no primeiro dia de estágio saca o celular e tira uma egoshot ao lado do café e dos donuts); Luke incentiva o networking; possibilidade de topless na Riviera Francesa (ou de consultoria na Alemanha) ao menos remotamente considerada na linda cena final: "And when I was a kid, I always wanted to say 'I'll be back from Düsseldorf on friday'".

038. (02 mai) /The Wire, 4.4: Refugees/ (Dennis Lehane, 2006)
****


039. (03 mai) Mad Men, 1.3: Marriage of Figaro (Tom Palmer, 2007) ***1/2

040. (10 mai) /Gilmore Girls, 1.6: Rory's Birthday Parties/ (Amy Sherman-Palladino, 2000) *****
Rory e Lorelai na cama às 4h03 define Gilmore Girls: nada de extraordinário, mas acho que orgulha-se de ser chamado mundano, uma vez que a afeição tenaz e rabugenta pelo mundo é o principal artigo de sua fé. Ademais, logo depois de salientar que o próximo aniversário de Rory será sediado num McDonald's da vida (festa sem antes-de-festa e depois-de-festa), Lorelai observa a filha da janela num vir-a-ser com o futuro namorado que pende mais para Hard Rock Cafe. Eu coloco nesses termos, mas o lalala tipicamente sublime de Sam Phillips casa de tal forma com a expressão de espanto de Lorelai (a feição que se imagina impressa no rosto de alguém despachado para uma ilha inóspita) que a cena ganha gravidade, e a gravidade finalmente vem abaixo quando, no próximo episódio, Rory beija Dean pela primeira vez e sua mãe é informada do ocorrido por outra persona.

041. (11 mai) Pushing Daisies, 1.5: Girth (Katherine Lingenfelter, 2007) **1/2

042. (15 mai) Pushing Daisies, 1.6: Bitches (Dara Resnik Creasey e Chad Gomez Creasey, 2007) ***

043. (17 mai) Mad Men, 1.4: New Amsterdam (Lisa Albert, 2007) ***1/2

044. (18 mai) Mad Men, 1.6: Babylon (Andre Jacquemetton e Maria Jacquemetton, 2007) ****

045. (22 mai) Pushing Daisies, 1.7: Smell of Success (Scott Nimerfro, 2007) ***

046. (23 mai) /Gilmore Girls, 6.13: Friday Night's Alright for Fighting/ (Amy Sherman-Palladino, 2006) ***1/2

047. (24 mai) Mad Men, 1.7: Red in the Face (Bridget Bedard, 2007) ***1/2
Durante os 45 minutos da vez, passa pela minha cabeça
comumente algo como "meu deus, estamos em 1960", não como "bela cápsula do tempo", e sim "céus, essas coisas não eram mais abertas/aceitas/institucionalizadas nos anos 60". Mad Men, grande e delicioso produto, particularmente neste episódio, embala a vácuo seus personagens e os coloca na esteira "direto do túnel do tempo". Percebam o quão moralmente gratificante é Don Draper, notório pula-cerca, coordenando as flertadas inexistentes da mulher para o chefe sem que a judia de Park Avenue ou a artista politizada dêem as caras e carrancas. Na seção "garotos serão garotos": Pete troca uma ridiculamente festiva bandeja para chips & sauce por uma carabina. No departamento "homens serão garotos": Draper e Roger sobem os vinte e três lances de escada em guerra fria. Acima de tudo: oi, HBO Brasil, favor exibir o quinto episódio da melhor série do ano.

048. (29 jun) Pushing Daisies, 1.8: Bitter Sweets (Abby Gewanter, 2007) ***

049. (01 jun) Mad Men, 1.5: Five G (Matthew Weiner, 2007) ****
De partir e finalmente quebrar o coração. Lembra do cair de máscaras na cafeteria interiorana de A History of Violence? Um outro café ganha o mesmo status revelador aqui. Quem diria Mad Men tratar com um vigor combativo o núcleo familiar, um que nunca se assenta, sempre demandando retoques e floreios nervosos (como saudar uma pessoa como "irmão" e ouvir "meio-irmão" como réplica; ou ainda ressaltar a freqüência com que se era lembrado de que sua mãe não era sua mãe de fato). Algo perfeitamente encapsulado na preparação formal, com hora marcada, da clássica foto de família impetrada pela mulher (pela mulher de um homem de sucesso, pela mulher inserida em uma específica comunidade e que a ela deve satisfações) e preterida por Don. Exceto que ele a pretere para colocar panos quentes em outra desavença familiar, uma que se coloca assim apenas por sua vontade, já que a outra parte, mais que empreender um reconhecimento de terreno, só quer ser reconhecido. Como homem internacional do mistério, Don só precisa tirar o smoking da cena inicial e vestir uma capa; e ele a está trajando ao agir, na cena final, como Tom Wilkinson em
O sonho de Cassandra. (E ele é meu herói pessoal quando diz "Of course I did" para o irmão - que pergunta se ele sentiu saudades suas - num tom verdadeiramente emocionado que se afasta de todas as tentativas apaziguadoras anteriores para logo depois desmentir toda aquela conversa, dizendo que esta nunca existiu.) Não há outro modo de entender os cinco mil depositados na mesinha de cabeceira deste que um favor de mão dupla fatalista, um desses a que se chega após uma longa jornada noite adentro regada a uísque (eles quase parecem moralmente aceitáveis se colocados perto da cortesia algo creepy do irmão e do estilo de vida claramente vencedor de Don, que diz que sua vida "move para frente"). Os cinco mil farão falta ao fundo para aquisição de uma casa de campo para o casal Draper e rebentos. A mulher diz que sabe que o marido não gosta de aturar seu pai (dono da casa de veraneio usada pela família), que o olha estranho porque ele "roubou sua filhinha". Dessa forma, o sogro vem a reboque do despacho do meio-irmão. Essas dinâmicas ricas, impecáveis são entremeadas por rusgas de escritório algo bobas, exemplificadas em suma por Pete, que vai do paspalho (ao escrever um conto para rivalizar com seu colega recentemente publicado) ao ultrajante (quando sugere que a esposa deveria ir até o fim com o ex-namorado editor figurão para hospedar sua estória na New Yorker). Mas talvez isso tenha destino certo: os demônios de Don parecem mais kafkianos quando seu olhar vidrado comanda uma cena que se desenrola no entorno da fogueira de vaidades da simples promoção pessoal. "É por isso que nós os amamos", diz a ruiva Joan ("strawberry mouth" no próximo episódio, um que vi antes desse por incompetência da HBO) a Peggy, quando esta finalmente flagra o Don pula-cerca e entende de que se trata seu serviço: manter privada a vida privada de seu chefe. Não muito diferente da discussão que abre o episódio, na qual Don sugere a um banco cliente da empresa a criação de uma conta executiva para homens, longe do controle doméstico e do olho público. Novamente, o melhor episódio da primeira temporada até agora é escrito por seu criador. Amy Sherman-Palladino, olha o que você fez.

050. (06 jun) Once and Again, 1.1: Pilot/Boy Meets Girl (Edward Zwick, Marshall Herskovitz, 1999) ****

051. (07 jun) /Gilmore Girls, 2.13: A-Tisket, A-Tasket/ (Amy Sherman-Palladino, 2002) *****

052. (08 jun) Pushing Daisies, 1.9: Corpsicle (Lisa Joy, 2007) **1/2 [Pushing Daisies 1 **1/2]

053. (08 jun)
Once and Again, 1.2: Let's Spend the Night Together (Edward Zwick, Marshall Herskovitz, 1999) ****1/2

054. (08 jun) Tell Me You Love Me, 1.1 (Cynthia Mort, 2007) ***

055. (13 jun) Once and Again, 1.3: The Scarlet Letter Jacket (Marshall Herskovitz, Edward Zwick, 1999) ****

056. (
13 jun) Once and Again, 1.4: Liars and Other Strangers (Winnie Holzman, 1999) ****

057. (
13 jun) Once and Again, 1.5: There Be Dragons (Liberty Godshall, 1999) ****

058. (
13 jun) Once and Again, 1.6: A Dream Deferred (Jan Oxenberg, 1999) ****

059. (
14 jun) Once and Again, 1.7: The Ex-Files (Winnie Holzman, 1999) ****

060. (
14 jun) Once and Again, 1.8: The Past is Prologue (Marshall Herskovitz, Edward Zwick, 1999) ****

061. (
14 jun) Once and Again, 1.9: Outside Hearts (Alexa Junge, 1999) ****

062. (
14 jun) Once and Again, 1.10: Thanksgiving (Donald Margulies, 1999) *****

063. (
14 jun) Once and Again, 1.11: Where There's Smoke (Michael Weller, 1999) *****

064. (
14 jun) Once and Again, 1.12: The Gingerbread House (Pamela Gray, Winnie Holzman, 1999) *****

066. (14 jun) Once and Again, 1.13: Mediation (Pamela Gray, 2000) ****1/2

067. (14 jun) Once and Again, 1.14: Sneaky Feelings (Sue Paige, Daniel Paige, 2000) ****1/2

068. (15 jun) Once and Again, 1.15: The Mystery Dance (Sue Paige, Daniel Paige, 2000) ****1/2

069. (15 jun) Once and Again, 1.16: Daddy's Girl (Liberty Godshall, 2000) ****1/2

070. (15 jun) Once and Again, 1.17: Unfinished Business (Marshall Herskovitz, Edward Zwick, 2000) *****

071. (15 jun) Once and Again, 1.18: Strangers and Brothers (Richard Kramer, 2000) *****

072. (15 jun) Once and Again, 3.12: Gardenia (Richard Kramer, 2002) *****
1. Jessie's face. As cenas mais emocionantes da televisão estão aqui.


073. (21 jun)
Once and Again, 1.19: Cat-In-Hat (Michael Weller, 2000) ***1/2

074.
(21 jun) Once and Again, 1.20: My Brilliant Career (Jan Oxenberg, 2000) ****1/2

075.
(21 jun) Once and Again, 1.21: Letting Go (Alexa Junge, 2000) ****1/2

076.
(21 jun) Once and Again, 1.22: A Door, About to Open (Winnie Holzman, 2000) ****1/2 [Once and Again 1 *****]
Uma obra-prima, não há como colocar de outro modo.

077. (21 jun) Mad Men, 1.8: The Hobo Code (Chris Provenzano, 2007) ***1/2
A labuta em Mad Men adquire um contorno central: Peggy se sente tolhida a aproveitar um escritório vazio antes do início do turno matutino (um dos maiores prazeres da minha vida foi ficar sozinho na Nova Fronteira numa dessas sextas em que todos conseguem sair no horário estipulado); o andarilho trabalha pela janta da noite anterior, e a suposta catarse que viria com a entrega da moeda é preterida em nome da bem-vinda sensação de retribuir um favor sendo apenas útil (talvez o padrasto de Don tenha tirado algum tipo de conversão e direcionamento espiritual disso). E não há como esquecer o close no rosto de Peggy quando Pete manifesta desprezo pelo modo como ela dança seu rockabilly.

078. (22 jun) Mad Men, 1.9: Shoot (Chris Provenzano, Matthew Weiner, 2007) ****

079. (28 jun) Mad Men, 1.10: Long Weekend (Bridget Bedard, Maria Jacquemetton, Andre Jacquemetton, Matthew Weiner, 2007) ****

080. (06 jul) Mad Men, 1.11: Indian Summer (Tom Palmer, Matthew Weiner, 2007) ****

081. (06 jul) Mad Men, 1.12: Nixon vs. Kennedy (Lisa Albert, Maria Jacquemetton, Andre Jacquemetton, 2007) ****

082. (06 jul) Tell Me You Love Me, 1.2 (Chyntia Mort, 2007) ***1/2

083. (07 jul) Entourage, 4.1: Welcome to the Jungle (Doug Ellin, 2007) **

084. (12 jul) Mad Men, 1.13: The Wheel (Matthew Weiner, Robin Veith, 2007) ****1/2 [Mad Men 1 ****]


085. (13 jul) Tell
Me You Love Me, 1.3 (Chyntia Mort, 2007) ****

086. (13 jul) Tell Me You Love Me, 1.4 (Chyntia Mort, Anya Epstein, 2007) ****

087. (14 jul)
Entourage, 4.2: The First Cut is The Deepest (Doug Ellin, 2007) ***

088. (19 jul)
Curb Your Enthusiasm, 6.1: Meet the Blacks (Larry David, 2007) ****

089. (19 jul) Curb Your Enthusiasm, 6.2: The Anonymous Donor (Larry David, 2007) ****

090. (19 jul) Tell Me You Love Me, 1.5 (Vanessa Taylor, 2007) ***1/2

091. (21 jul) Curb Your Enthusiasm, 6.3: The Ida Funkhouser Roadside Memorial
(Larry David, 2007) ****

092. (21 jul) Entourage, 4.3: Malibooty (Rob Weiss, 2007) **1/2

093. (23 jul) Seinfeld, 1.1: The Seinfeld Chronicles (Larry David, Jerry Seinfeld, 1989) **1/2

094. (23 jul) Seinfeld, 1.2: Male-Unbonding (Larry David, Jerry Seinfeld, 1990) **1/2

095. (23 jul) Seinfeld, 1.3: The Stake Out (Larry David, Jerry Seinfeld, 1990) **1/2

096. (23 jul) Seinfeld, 1.4: The Robbery (Matt Goldman, 1990) ***

097. (23 jul) Seinfeld, 1.5: The Stock Tip (Larry David, Jerry Seinfeld, 1990) **1/2 [Seinfeld 1 **1/2]

098. (24 jul) Seinfeld, 2.1: The Ex-Girlfriend (Larry David, Jerry Seinfeld, 1990) **1/2

099. (24 jul) Seinfeld, 2.2: The Pony Remark (Larry David, Jerry Seinfeld, 1990) ***

100. (24 jul) Seinfeld, 2.3: The Busboy (Larry David, Jerry Seinfeld, 1990) ***
O melhor das duas primeiras temporadas de Seinfeld é Elaine vestindo as calças do namorado-de-partida numa pressa desmedida.

101. (24 jul) Seinfeld, 2.4: The Baby Shower (Larry Charles, 1990) ***

102. (24 jul) Seinfeld, 2.5: The Jacket (Larry David, Jerry Seinfeld, 1990) ***

103. (24 jul) Seinfeld, 2.6: The Chinese Restaurant (Larry David, Jerry Seinfeld, 1991) ***1/2

104. (25 jul) Seinfeld, 2.7: The Phone Message (Larry David, Jerry Seinfeld, 1991) ***

105. (25 jul) Seinfeld, 2.8: The Apartment (Peter Mehlman, 1991) ***

106. (25 jul) Seinfeld, 2.9: The Stranded (Larry David, Jerry Seinfeld, Matt Goldman, 1991) ***

107. (25 jul) Seinfeld, 2.10: The Statue (Larry Charles, 1991) ***

108. (25 jul) Seinfeld, 2.11: The Heart Attack (Larry Charles, 1991) ***1/2

109. (25 jul) Seinfeld, 2.12: The Revenge (Larry David, 1991) ***1/2

110. (25 jul) Seinfeld, 2.13: The Deal (Larry David, 1991) ***1/2 [Seinfeld 2 ***1/2]

111. (28 jul)
Curb Your Enthusiasm, 6.4: The Lefty Call (Larry David, 2007) ****

112. (28 jul) Entourage, 4.4: Sorry, Harvey (Doug Ellin, 2007) ***

113. (01 ago) Once and Again, 2.1: Wake Up Little Susie
(Edward Zwick, Marshall Herskovitz, 2000) ****

114. (03 ago) Tell Me You Love Me, 1.6 (David Schulner, 2007) ***1/2

115. (04 ago) Curb Your Enthusiasm, 6.5: The Freak Book (Larry David, 2007) ***1/2

116. (04 ago) Entourage, 4.5: The Dream Team (Brian Burns, 2007) ***

117. (08 ago) Seinfeld, 3.1: The Note (Larry David, 1991) ***
"I think it moved."

118. (08 ago) Seinfeld, 3.2: The Truth (Elaine Pope, 1991) ***

119. (08 ago) Seinfeld, 3.3: The Dog (Larry David, 1991) **1/2

120. (08 ago) Seinfeld, 3.4: The Library (Larry Charles, 1991) ***
Flashbacks à Freaks & Geeks não funcionam. Mas isso funciona esplendidamente: "
Well, I got a flash for ya, joy-boy: party time is over."

121. (09 ago) Seinfeld, 3.5: The Pen (Larry David, 1991) ***

122. (09 ago) Seinfeld, 3.6: The Parking Garage (Larry David, 1991) ****
Meu pesadelo particular na cabeça de Larry David: grupo. algo some. todos ao resgate. diferentes direções. item encontrado por um. depois outro. depois. outro. depois... o último. O carro não dá partida.

123. (09 ago) Seinfeld, 3.7: The Café (Tom Leopold, 1991) ***1/2
"Tell your friends!"

124. (09 ago) Seinfeld, 3.8: The Tape (Larry David, Bob Shaw, Don McEnery, 1991) ***
Elaine como interesse sexual do trio parece essencialmente redutor, creepy e errado.

124. (09 ago) Seinfeld, 3.9: The Nose Job (Peter Mehlman, 1991) ***1/2

124. (09 ago) Seinfeld, 3.10: The Alternate Side (Larry David, Bill Masters, 1991) ***1/2
Aquele dos pretzels.

125. (09 ago) Tell Me You Love Me, 1.7 (David Gould, Dylan Gary, Cynthia Mort, 2007) ****

126. (10 ago) Seinfeld, 3.11: The Red Dot (Larry David, 1991) ***1/2
"Was that wrong?"

127. (10 ago) Seinfeld, 3.12: The Suicide (Tom Leopold, 1992) ***1/2
A etiqueta do coma. Agora, por que Seinfeld tem que receber um convite para o open house do casal do barulho? Uma melhor forma de aparar essa aresta seria não apará-la de modo algum, já que é próprio dos instantes de caos coordenado (Elaine avança no bolinho! O vizinho grunhe!) um grand finale soberbamente amalucado, à beira do precipício. Não precisamos de lembretes está-tudo-bem, obrigado.

128. (10 ago) Seinfeld, 3.13: The Subway (Larry Charles, 1992) ***1/2
Perde **** pelo francamente repelente, acre e fora-do-personagem diálogo entre o cara pelado e Seinfeld
(CP: I'm not ashamed of my body / S: That's your problem, you should be). E também: Stevie Wonder as a cop?

129. (10 ago) Seinfeld, 3.14: The Pez Dispenser (Larry David, 1992) ***1/2
"That's the laugh!"

130. (11 ago) Curb
Your Enthusiasm, 6.6: The Rat Dog (Larry David, 2007) ****

131. (11 ago) Entourage, 4.6: The WeHo Ho (Doug Ellin, 2007) ***

132. (14 ago) Californication, 1.1:
Pilot (Tom Kapinos, 2007) **

133. (14 ago)
Californication, 1.2: Hell-A Woman (Tom Kapinos, 2007) *1/2

134. (14 ago)
Californication, 1.3: The Whore of Babylon (Tom Kapinos, 2007) *1/2

135. (15 ago)
Californication, 1.4: Fear And Loathing At The Fundraiser (Daisy Gardner, 2007) *1/2

136.
(15 ago) Californication, 1.5: LOL (Susan McMartin, 2007) *1/2

137.
(15 ago) Californication, 1.6: Absinthe Makes The Heart Grow Fonder (Eric Weinberg, Tom Kapinos, 2007) **1/2

138.
(16 ago) Californication, 1.7: Girls, Interrupted (Gina Fattore, 2007) *1/2

139. (16 ago) Californication, 1.8: California Son (Tom Kapinos, 2007) *1/2

140.
(16 ago) Californication, 1.9: Filthy Lucre (Ildy Modrovich, 2007) *1/2

141.
(16 ago) Californication, 1.10: The Devil's Threesome (Tom Kapinos, 2007) **1/2

142.
(16 ago) Californication, 1.11: Turn The Page (Gina Fattore, Eric Weinberg, 2007) ***

143.
(16 ago) Californication, 1.12: The Last Waltz (Tom Kapinos, 2007) *** [Californication 1 **]

144. (17 ago) Seinfeld, 3.15/16: The Boyfriend (Larry David, Larry Levin, 1992) ***1/2

146. (17 ago)
Seinfeld, 3.17: The Fix-up (Elaine Pope, Larry Charles, 1992) ****

147.
(17 ago) Seinfeld, 3.18: The Limo (Larry Charles, 1992) **1/2

148. (17 ago)
Seinfeld, 3.19: The Good Samaritan (Peter Mehlman, 1992) ***

149. (17 ago)
Seinfeld, 3.20: The Letter (Larry David, 1992) ***1/2

150. (17 ago)
Seinfeld, 3.21: The Parking Space (Larry David, Greg Daniels, 1992) ****

151. (23 ago)
/Seinfeld, 3.21: The Parking Space/ (Larry David, Greg Daniels, 1992) ****
Um clássico. Desde "put some beg into it" até "I think it was a gun!" passando por "What was wrong with that sorry? It was a good sorry." / "It was a so-so sorry." Inclui também uma das mais elaboradas linhas cruzadas de imaturidade já vistas (e.g. "eu não vou se ele for", "se ele for eu não vou" etc. com indicadores em riste).

152. (23 ago) Seinfeld, 3.22: The Keys (Larry Charles, 1992) ***1/2 [Seinfeld 3 ***1/2]

153. (23 ago) Entourage, 4.7: The Day Fuckers (Rob Weiss, 2007) ***

154. (23 ago) Curb Your Enthusiasm, 6.7: The TiVo Guy (Larry David, 2007) ****
"You've got long-ass balls."

155. (23 ago) Tell Me You Love Me, 1.8 (Anya Epstein, 2007) ****
Sempre ansiei ("Do you yearn?", re: Seinfeld, 3.22) pelos momentos de radiante definição de grandes séries (e Tell Me You Love Me é uma delas). Palek compactuando (sim, compactuando) com crianças no pula-pula, a mulher assistindo. É muito bonito, é tessitura humana da mais alta ordem (cf. Californication, em que o Arquivo X descobre-se pai - e mortal - num fim de tarde de cartão-postal em Santa Monica), um ponto-de-cruz que se junta ao da cena conclusiva do episódio anterior, na qual ela se percebe grávida com a ajuda de seu palmtop-de-business-woman em cujo calendário ela define mensalmente seu período menstrual (certo, isso tira um pouco a mágica once-in-a-lifetime de tudo, mas aguardem seu sorriso desarmante), sendo que o prosaico teste de gravidez oferece apenas um tira-teima, status bem diverso do existente nos primeiros episódios, em que às tentativas de engravidar não correspondiam resultados positivos, e sim cansaço, tristeza, vandalismo de banheiro público e, em última instância, um dos mais bem-acabados arcos narrativos da série.

156. (24 ago) Tell Me You Love Me, 1.9 ****

157. (24 ago) Seinfeld, 4.1 **1/2

158. (24 ago) Seinfeld, 4.2 ***1/2

159. (25 ago) Entourage, 4.8 ***

160. (31 ago) Tell Me You Love Me, 1.10 ****1/2 [Tell Me You Love Me ****]


161. (31 ago)
Curb Your Enthusiasm, 6.8: The N Word (Larry David, 2007) ****

(03 nov) O Festival do Rio batia às portas e se meteu subrepticiamente no meio do meu blogue favorito. Atualizar esse espaço depois de um lapso de dois meses é bastante trabalhoso. Opto, assim, pela saída mais fácil, a de não procurar por aí os nomes dos episódios, ou dos redatores (exceção feita à extraordinária segunda temporada de Once and Again, que merece o máximo número de caracteres possíveis, e algumas outras). Vale dizer que as datas em que assisti aos episódios de setembro (especialmente) e de outubro não são nada confiáveis. Isso é realmente importante?

162. (01 set) Entourage, 4.11 ***

163. (01 set) Curb
Your Enthusiasm, 6.9: The Therapists (Larry David, 2007) ****1/2

164. (07 set) Seinfeld, 4.7: The Bubble Boy ****

165.
(07 set) Seinfeld, 4.11: The Contest ****

166.
(08 set) Seinfeld, 4.16: The Outing ****
Atenção para um pouco recomendável salto na quarta temporada. Eu sabia de antemão que esses eram os episódios estelares (somado inexplicavelmente ao rame-rame Junior Mint, que vem logo a seguir) e optei por tirá-los logo da minha frente. Entendam isso como a) aquela coisa woodyaleana de "se eu morrer hoje terei visto o que importa" ou; b) Seinfeld é realmente essa coisa toda?

167.
(08 set) Curb Your Enthusiasm, 6.10: The Bat Mitzvah (Larry David, 2007) **** [Curb Your Enthusiasm 6 ****1/2]
O melhor seriado puramente cômico da televisão. Nostálgicos de Seinfeld can suck my long-ass balls.

168. (08 set) Entourage, 4.11 ***

169.
(11 set) Seinfeld, 4.21: The Junior Mint ***

170. (13 set) Seinfeld, 4.3 ***1/2

171.
(15 set) Seinfeld, 4.4 ***

172. (?? set)
Seinfeld, 4.5 ***

173. (?? set)
Seinfeld, 4.6 ***

174.
(?? set) /Seinfeld, 4.7/ ****

175. (18 set) Entourage, 4.12 ***
[Entourage 4 ***]

176. (19 set)
Seinfeld, 4.8 ***

177. (19 set)
Seinfeld, 4.9 ****

178. (19 set)
Seinfeld, 4.10 ***

179. (19 set)
/Seinfeld, 4.11/ ****

180. (20 set)
Seinfeld, 4.12 ****
E parei aqui com Seinfeld, ao menos por ora.

181.
(20 set) /Gilmore Girls, 4.1: Ballrooms and Biscotti/ (Amy Sherman-Palladino, 2003) *****
Monday, Tuesday, Thursday. Um clássico: "I can't believe you wrote the date down wrong." / "I can't believe you made us go to Ireland to stalk Bono." Lorelai gargalhando enquanto diz "God, I'm so tired" é um dos 10 melhores momentos de toda a série.

182.
(20 set) /Gilmore Girls, 4.2: The Lorelais' First Day at Yale/ (Daniel Palladino, 2003) *****
"All hail to the queen of the non-sequiturs." Mágico, estelar. Rory e Lorelai se despedem diversas vezes (e é possível chorar copiosamente em cada uma delas), o vaivém da caminhote misógina, o coach-life da Paris. É perfeitamente possível saber de antemão a resolução de todo o drama "filha vai pra faculdade", e quando Lorelai chega a sua casa esvaziada a não ser pelo lala intrusivo de Sam Phillips, você se sente menos com vontade de dar um tapinha nas próprias costas do que de emborcar no seu sentimento geral de exultante comiseração que é ver sua prole crescer e se afastar à 1.6: Rory's Birthday Parties.

183. (20 set)
/Once and Again, 2.1: Wake Up, Little Susie/ (Marshall Herskovitz, Edward Zwick, 2000) ****

184. (20 set) Once and Again, 2.2: BookLovers (Winnie Holzman, 2000) ***1/2

185. (21 set) Once and Again, 2.3: I Can't Stand Up (For Falling Down) (Sue Paige, Daniel Paige, 2000) ****1/2
Os casais Paige e Palladino seriam os sobrenomes-chave da televisão americana?

186.
(21 set) Once and Again, 2.4: Feast or Famine (Marshall Herskovitz, Edward Zwick, 2000) *****
Fica aqui registrado meu desejo de que os episódios de Ação de Graças de Once and Again sejam tombados. Este e o 1.10: Thanksgiving são duas das maiores obras-primas que já cruzaram meu caminho.

187.
(21 set) Once and Again, 2.5: Ozymandias 2.0 (Joseph Dougherty, 2000) ***1/2

188. (21 set)
Once and Again, 2.6: Food for Thought (Marshall Herskovitz, Edward Zwick, 2000) ****1/2

189.
(21 set) Once and Again, 2.7: Learner's Permit (Liberty Godshall, 2000) ****

190. (10 out)
Once and Again, 2.8: Life Out of Balance (Lynn Siefert, 2001) ****1/2

191. (17 out)
Once and Again, 2.9: Scribbling Rivalry (Jan Oxenberg, 2001) ****

192.
(18 out) Once and Again, 2.10: Love's Laborers' Lost (Emily Whitesell, 2001) ****1/2

193. (19 out)
Once and Again, 2.11: Thieves Like Us (Winnie Holzman, 2001) ****

194. (19 out) Once and Again, 2.12: Suspicion (Liberty Godshall, 2001) ****1/2

195. (19 out) Once and Again, 2.13: Edifice Wrecked (Winnie Holzman, 2001) ****

196. (20 out) Once and Again, 2.14: The Other End of the Telescope (Sue Paige, Daniel Paige, 2001) ****1/2

197. (21 out) Once and Again, 2.15: Standing Room Only (Jan Oxenberg, 2001) ****1/2

198. (22 out) Once and Again, 2.16: Aaron's Getting Better (Richard Kramer, 2001) ****

199. (22 out) Once and Again, 2.17: Forgive Us Our Trespasses (Lynn Siefert, Winnie Holzman, 2001) ****1/2

200. (22 out) Once and Again, 2.18: Best of Enemies (Emily Whitesell, 2001) ****1/2

201. (25 out) Once and Again, 2.19: Armageddon (Marshall Herskovitz, Edward Zwick, 2001) ***1/2

202. (25 out) Once and Again, 2.20: Won't Someone Please Help George Bailey Tonight (Liberty Godshall, Marshall Herskovitz, Edward Zwick, 2001) ***1/2

"I love what's weak about you and what's strong about you, it's all the same to me because it's you."

203. (25 out) Once and Again, 2.21: Moving On (Sue Paige, Daniel Paige, 2001) ****1/2

204. (25 out) Once and Again, 2.22: The Second Time Around (Winnie Holzman, 2001) **** [Once and Again 2 *****]

205. (25 out) Once and Again, 3.1: Busted (Marshall Herskovitz, Edward Zwick, 2001) ****1/2

206. (25 out) Flight of the Conchords, 1.1: Sally (Jemaine Clement, James Bobin, Bret McKenzie, 2007) ***

207. (26 out) Once and Again, 3.2: The Awful Truth (Winnie Holzman, 2001) ****

208. (26 out) Flight of the Conchords, 1.2: Bret Gives Up the Dream (Jemaine Clement, James Bobin, Bret McKenzie, 2007) ***

209-212. (20 nov)
Flight of the Conchords, 1.3-6 ***

Alguns episódios de Friends vieram a calhar no meu período de convalescência. Inclui aquele em que Phoebe (e Ross, na cena final) finalmente toma conhecimento do caso Monica e Chandler, o que origina diversos malabarismos semânticos: "mas eles não sabem que nós sabemos" --> "mas eles não sabem que nós sabemos que eles sabem" --> "mas eles não sabem que nós sabemos que eles sabem que nós sabemos". Um barato na prática.

213. (21 nov) Flight of the Conchords, 1.8 ***

214-217. (29 nov) The Amazing Race 2.1/2.2 **** 9.1/9.2 **1/2
Episódios no Brasil. Os dois primeiros no Rio de Janeiro, os dois últimos em São Paulo. Eu nem preciso explicar a óbvia superioridade da primeira como cenário, potencializada toda-vida no Aterro do Flamengo, Cristo, Pão de Açúcar, Paquetá, Pedra da Gávea, São Conrado (sem Rocinha) etc. Sim, eu sou um desses cariocas em permanente conflito com a cidade, mas que adora ver a reação maravilhada dos turistas mundo afora perante a beleza louca do Rio. Que a trupe apressada não tenha tido tempo para ver a cidade do alto do Cristo é uma vergonha. Eu ficava aqui gritando: "Ei, olha onde você está! Dá pra olhar ao redor?" Motivos de embaraço: Helô Pinheiro no Posto 9 e seu cheesy english (prova: "Find the original girl from Ipanema") e uma outra que consistia em procurar com um detector de metais a pista para a próxima etapa nas areias da praia de São Conrado (mas essa não é culpa da cidade). Os episódios de São Paulo são chatíssimos. O tráfego nas ruas é tão intenso que uma das provas tinha de ser baseada em voar de helicóptero e reconhecer o topo/heliponto de prédios (!). Dois closes no mesmo mendigo, mecânicos e passantes rindo e gritando "gostosa" para uma mulher que tinha de montar uma moto from scratch com seu namorado etc. Não surpreende que as ladies/bitches de Houston, Texas falem em choque cultural.

218-232. (6-13 nov)
Weeds 3 (Jenji Kohan, 2007) ***

233. (21 dez) /Gilmore Girls, 2.10: The Bracebridge Dinner/ (Daniel Palladino, 2001) ****




 

2007



001. (12 jan) /gilmore girls, 1.14: that damn donna reed/ (amy sherman e daniel palladino, 2001) ***1/2 [última revisão: ****]

002. (12 jan) /gilmore girls, 1.15: christopher returns/ (daniel palladino, 2001) ***1/2 [última revisão: ****1/2]

003. (13 jan) /gilmore girls, 1.16: star-crossed lovers and other strangers/ (joan binder weiss, 2001) ****

004. (13 jan) /gilmore girls, 1.17: the break-up, part II/ (amy sherman-palladino, 2001) ****1/2 [última revisão: ****]

005. (13 jan) /gilmore girls, 1.18: the third lorelai/ (amy sherman-palladino, 2001) ****

006. (14 jan) /gilmore girls, 1.19: emily in wonderland/ (john stephens & linda loiselle guzik, 2001) ****

007. (14 jan) /gilmore girls, 1.20: p.s. i lo.../ (elaine arata & joan binder weiss, 2001) ****1/2 [última revisão: ****]

008. (14 jan) /gilmore girls, 1.21: love, daisies and troubadours/ (daniel palladino, 2001) ****1/2 [última revisão: ****]

009. (17 jan) /curb your enthusiasm, 1.2: ted and mary/ (david steinberg, 2000) **** ("i'm not your shoe-whore")

010. (20 jan) /extras, 1.2/ (rick gervais & stephen merchant, 2005) ***1/2

011. (24 jan) /curb your enthusiasm, 1.4: the bracelet/ (robert b. weide, 2000) ****

012. (25 jan) gilmore girls, 7.8: introducing lorelai planetarium (jennie snyder, 2006) *1/2

013. (27 jan) /extras, 1.3/ (rick gervais & stephen merchant, 2005) ***1/2

014. (01 fev) gilmore girls, 7.9: knit, people, knit! (david grae, 2006) *1/2

015. (?? fev) /curb your enthusiasm, 1.5: the interior decorator/ (andy ackerman, 2000) ****1/2

016. (08 fev) gilmore girls, 7.10: merry fisticuffs (david s. rosenthal, 2006) *

017. (?? fev) extras, 1.5 (rick gervais & stephen merchant, 2005) ***1/2

018. (11 fev) /extras, 1.6/ (rick gervais & stephen merchant, 2005) ***1/2

019. (12 fev) /curb your enthusiasm, 1.6: the wire/ (larry charles, 2000)
****

020. (14 fev) curb your enthusiasm, 1.7: aamco (robert b. weide, 2000) ***1/2

021. (15 fev) gilmore girls, 7.11: santa's secret stuff (rebecca kirshner, 2007) ***

022. (15 fev) extras, 1.4 (rick gervais & stephen merchant, 2005) ***1/2

023. (?? fev) band of brothers parte 1 (2001) ***1/2

024. (?? fev) band of brothers parte 2 (2001) ***1/2

025. (22 fev) gilmore girls, 7.12: to whom it may concern (jamie babbit, 2007) **

026. (22 fev) extras, 2.1 (rick gervais & stephen merchant, 2006) ****

027. (24 fev) arrested development, 3.13: development arrested (richard day & mitchell hurwitz, 2006) ***1/2

028. (?? fev) curb your enthusiasm, 1.8: the beloved aunt (2001) ****

029. (28 fev) curb your enthusiasm, 1.9: affirmative action (2001) ***1/2

030. (01 mar) extras, 2.2 (2006) ***1/2

031. (01 mar) entourage 3.1 (2006) ***

032. (04 mar) extras, 2.3 (2006) ****

033. (05 mar) /gilmore girls, 3.20: say goodnight, gracie/ (amy sherman-palladino & janet leahy, 2003) ****1/2

034. (05 mar) /gilmore girls, 2.20: help wanted/ (allan heinberg, 2002) ****1/2

035. (07 mar) curb your enthusiasm, 1.10: the group (2001) ****

036. (08 mar) /gilmore girls, 4.1: ballrooms and biscotti/ (amy-sherman palladino, 2003) *****

037. (08 mar) /curb your enthusiasm, 1.10: the group/ (2001) ****


[curb your enthusiasm, primeira temporada: *****]

038. (08 mar) entourage, 3.2 (2006) ***

039. (?? mar) curb your enthusiasm, 2.1: the car salesman (2002) ***1/2

040. (15 mar) gilmore girls, 7.13: i'd rather be in philadelphia (rebecca kirshner, 2007) **1/2

041. (15 mar) entourage, 3.3 (2006) **

042. (18 mar) extras, 2.4 (2006) ****

043. (24 mar) gilmore girls, 7.14: farewell, my pet (2007) ***1/2

044. (25 mar) extras, 2.5 (2006) ****

045. (31 mar) gilmore girls, 7.15: i'm a kayak, hear me roar (2007) ****

046. (31 mar) curb your enthusiasm, 2.2: thor (2002) ****

047. (01 abr) /curb your enthusiasm, 2.3: trick or treat/ (2002) ****

048. (01 abr) extras, 2.6 (2006) ***

049. (01 abr) /gilmore girls, 2.1: sadie, sadie.../ (amy sherman-palladino, 2001) **********

050. (01 abr) /gilmore girls, 2.2: hammers and veils/ (amy sherman-palladino, 2001) **********

051. (04 abr) curb your enthusiasm, 2.4: the shrimp incident (2002) ****

052. (05 abr) entourage, 3.6 (2005) **

053. (06 abr) /gilmore girls, 2.3: red light on the wedding night/ (daniel palladino, 2001) ****1/2

054. (06 abr) /gilmore girls, 2.4: the road trip to harvard/ (daniel palladino, 2001) *****

056. (?? abr) curb your enthusiasm, 2.5: the thong (2002) ***1/2

057. (14 abr) gilmore girls: 7.16: will you be my lorelai gilmore? (2007) ****

058. (18 abr) the wire, 4.1: boys of summer (2006) ****

059. (21 abr) gilmore girls, 7.17: gilmore girls only (2007) ***1/2

060. (21 abr) curb your enthusiasm, 2.6: the acupuncturist (2002) ****

061. (23 abr) the wire, 4.2 (2007) ****

062. (?? abr) curb your enthusiasm, 2.7: the doll (2002) ****

063. (?? abr) the wire, 4.3 (2007) ****

064. (?? mai) entourage, 3.? (2006) ***

065. (06 mai) curb your enthusiasm, 2.8: shaq (2002) ****

066. (06 mai) the wire, 4.4 (2007) ****

067-077:
the wire: 4.5, 4.6 , 4.7
****
curb your enthusiasm: 2.9, 2.10, 3.1, 3.2 ****
gilmore girls: 7.18, 7.19 ***1/2 / 7.20, 7.21 ****

[curb your enthusiasm, temporada 2: *****]

078. (07 mai) the wire, 4.8 (2007) ****1/2

079. (07 mai) curb your enthusiasm, 3.3 (2003) ****1/2

080. (07 mai) gilmore girls, 7.22: bon voyage (2007) ****

[gilmore girls, temporada 7: ***1/2]
[gilmore girls 2000-2007: 100]

081. (11 mai) the wire, 4.9 (
2007) ****1/2

082. (16 mai) /gilmore girls, 2.5/ (2002) ****

083. (17 mai) friday night lights, 1.1 (2006) ****

084. (18 mai) the wire, 4.10 (2007) ****1/2

085. (?? mai) the wire, 4.11 (2007) *****

086. (?? mai) friday night lights, 1.2 (2006) ****

087. (02 jul) the wire, 4.12 (2007) *****

088. (07 jul) friday night lights, 1.3 (2006) ***1/2

089. (07 jul) curb your enthusiasm, 3.4 (2003) ***1/2

090. (07 jul) curb your enthusiasm, 3.5 (2003) ***1/2

091. (08 jul) friday night lights, 1.4 (2006) ***1/2

092. (08 jul) curb your enthusiasm, 3.6 (2003) ***1/2

093. (08 jul) curb your enthusiasm, 3.7 (2003) ***1/2

094. (09 jul) the wire, 4.13 (2006) *****

[the wire, temporada 4: 94]

curb your enthuasiasm: 3.8, 3.9 **** / 3.10 ****1/2
[curb your enthuasiasm, temporada 3: ****]
friday night lights: 1.5, 1.6, 1.7 ****

101. (04 ago) curb your enthusiasm, 4.1 ****

102. (04 ago) the wire, 1.1
****

103. (11 ago) curb your enthusiasm, 4.2
****

the wire, 1.2, 1.3 ****
curb, 4.3 ****
friday night lights, 1.9, 1.10 ****1/2

(...)

the wire, 1.4, 1.5 ****1/2
curb 4.4 ***1/2 / 4.5 ****
friday night lights, 1.11, 1.12 ****1/2

115. (05 set) the wire, 1.6 *****

116. (05 set) curb your enthusiasm, 4.6 ****

117. (08 set) /gg, 2.6/ *****
/2.7/ ****1/2
/2.8/ ****1/2
/2.9/ ****1/2
/2.10/ ****1/2
/2.11/ ****1/2

123. (09 ago) firday night lights, 1.13 ****1/2

the wire, temporada 1, episódios 7-11: ***********

friday night lights 1.14, 17-21: ****

friday night lights - final da temporada 1 (****), início da 2 (**1/2)

the wire1.12 e 2.1-10 ****1/2

freaks and geeks, 1.1-8 ****1/2



 

2006


xxx. (01 jan - 19 abr) six feet under: temporada 1, os primeiros cinco da segunda e o primeiro e o último eps da t.4; gilmore girls: revisão dos episódios vespertinos e prosseguimento da t. 6; curb your enthusiasm: t.5 desde o início; the wire: os dois últimos da t. 1 e a partir do segundo ep. da t. 2; eps. avulsos de 24 horas e veronica mars.

001. (20 abr) gilmore girls, 6.16: bridesmaids revisited (rebecca rand kirshner, 2006) ***1/2

002. (20 abr) /gilmore girls, 6.16: bridesmaids revisited/ (rebecca rand kirshner, 2006) ***1/2

003. (21 abr) the wire, 2.3: hot shots (david simon & edward burns, 2003) ****

004. (21 abr) /six feet under, 5.1: a coat of white primer/ (kate robin, 2005) ***1/2

005. (22 abr)
curb your enthusiasm, 5.1: the larry david sandwich (larry david, 2005) ***1/2

006. (22 abr)
curb your enthusiasm, 5.2: the bowtie (larry david, 2005) ****

007. (22 abr) /gilmore girls, 6.14: you've been gilmored/ (jordon nardino, 2006) ***1/2

008. (22 abr) /gilmore girls, 2.6: nick & nora/sid & nancy/ (amy-sherman palladino, 2001) ****

009. (23 abr) extras, 1.1 (rick gervais & stephen merchant, 2005) ***

010. (23 abr) six feet under, 5.2: dancing for me (scott buck, 2005) ***1/2

011. (24 abr) 24 horas, 5.? (?, 2005) ***

012. (25 abr) /gilmore girls, 4.22: raincoats and recipes/ [final de temporada] (amy-sherman palladino, 2004) *****

013. (25 abr) extras, 1.2 (rick gervais & stephen merchant, 2005) ***1/2

014. (25 abr)
curb your enthusiasm, 5.9: the korean bookie (larry david, 2005) ****1/2

Totalmente orgásmico; é o tipo de leveza sábia que falta nesses curtas universitários se-veja-na-tela, pedaço-da-vida. A palavra-chave da série é imediatismo (i.e. dinamismo) e a maravilha é a aparente contradição que existe entre o tal imediatismo e a encenação improvisada com aquelas conversas sempre resvalando para interjeições desconfortavelmente looongas e vários conectivos soltos (p. ex.: "e... e... ahn? nossa!"). Essa contradição é desfeita com a impressionante agilidade impressa no processo de-a-para-b-para-a-novamente-para-etc permitindo que Larry David abra parênteses em situações tão pé-no-chão banais, dificilmente merecedoras dum rodapé-de-página, e dentro deles abra colchetes e chegamos a um ponto em que as pequenas recorrências que ele faz a situações que ocorreram minutos antes ficam nubladas e quase imperceptíveis: o esquema remonta essas linhas de produção em que uma pequena ação desencadeia consequências inimagináveis para a escala discreta do pontapé inicial.

Apesar de toda disfuncionalidade reinante, muito mais que funcionar como detecte-os-erros-desse-quadro, CYE fica no campo minado do detecte-a-ironia-resultante-frente-a-ironia-das-cenas-anteriores e David só sai ileso daí porque confere a esses instantes de guarda baixa uma naturalidade quase vexatória de tão fluente. Em relação a possíveis críticas abordando a esperteza sisuda do protag. se comparada a de seus colegas de cena, os quais realmente parecem sempre estar um passo atrás, eu posso responder recorrendo à generosidade que corre naquele método de improvisação criativa, o qual só pode gerar um trabalho de igual-para-igual, i.e.: inquisidor e inquirido são feitos de bobos da mesma forma justamente por participarem/atuarem de/em discussões tolas e bolá-las durante o por-trás-das-câmeras. Fora que sendo Larry David o protag. e sendo o protagonista a força gravitacional do seriado auto-absorvido é perfeitamente compreensível que ele seja a pessoa a deduzir, a desconfiar dos outros e como na maior parte das vezes ele falha miseravelmente, os outros são nivelados positivamente pela reticência. E logicamente tem sempre aquela cena final congelada que fecha chaves, colchetes, parênteses e qualquer outro ponto solto aberto com a propriedade totalizante de um episódio-de-final-de-temporada. A diferença é que não estamos num episódio de final de temporada. Próximo!


015. (27 abr) /gilmore girls, 5.2: a messenger, nothing more/ (daniel palladino, 2004) ****1/2

Veja só as coisas: a troca de diálogos entre lorelai e o transeunte com a qual ela dá uma topada e o faz soltar os tantos balões que ele segurava é bastante desajeitada, veloz demais para algo que deveria envolver mais contorcionismo e pantomina constrangida. pronto, essa era minha crítica #1, mas daí rory vai travar contato com dean e este diz algo apropriado mas um tantinho bobo como "eu me sinto muito idiota nesse momento" daí essa era minha crítica #2, daí a menina fica triste e vê os tais balões desabalados cruzando o céu, daí eu extinguo tanto a crítica #1 quanto a crítica #2, já que aquilo tudo foi cronometradamente proposital, o que me leva a crítica #3 (ou melhor: crítica #1): daniel palladino é meu herói pessoal então ele não concluiria um episódio sob seu crivo com esse tipo de interferência toque-de-um-anjo, chuva-de-sapos fácil e preguiçosa. daí, crítica #1 evapora porque mãe e filha seguem para casa e assistem um filme que ao que tudo indica é de james ivory, relembrando os instantes da menina na europa com a avó e as duas fazem comentários apetitosos e o fade vem bem devagar interrompendo-as. estão vendo? não dá pra discutir com GG. ou melhor, que dá dá, mas você vai perder invariavelmente.

016. (27 abr) gilmore girls, 6.17: i'm ok, you're ok (keith eisner, 2006) ***

o título diz tudo: "eu tô bem, você tá bem" e bem-vindo ao mundo da intimidade preservada (i.e. da bomba-relógio). o fato é, rory se convence a voltar para logan (meu deus, que série de maricas!) muito rápido. cadê a menina que processa tudo antecipadamente e faz listas de prós e contras? até porque os argumentos que ele usa são os mesmos do episódio passado (incl. flashback de FRIENDS: "we were on a break!") então ninguém inventou a roda e os redatores de GG provam que é extremamente delicado lidar com esse tipo de complicação de namoricos sem prejudicar a linha de encantamento da série: é dificílimo jogar com essas peças fora do tabuleiro já amarelado, com casas memorizadas e cartas marcadas. mas, como suspeitava, essa repentina virada dela nada mais é que atitudes que tomamos para preservar uma pessoa do nosso lado até que voltemos a confiar nela já que sabemos que se a mantivermos longe dificilmente o contato será refeito. no entanto, é evidente que isso não é só uma experiência de campo, a coisa se assemelha muito mais a uma pequena vingança, abafando descontentamentos com um marasmo que já denota que algo não vai bem, ou melhor, que não vai como antes ia) e logan fica desesperado com a possibilidade ela-voltou-mas-ela-não-Voltou, não só literalmente (com ela abandonando o apartamento por dias sem comunicá-lo) mas também com a pulga atrás da orelha, instalada ao obter pequenos vislumbres de que bancar o don juan e reconquistar a menina com flores e bombons é fato já provado como bem-sucedido (vide episódio 6.13), mas dará certo de novo? (fora que o oba-oba sentimental do planejamento de ações objetivando deixar a outra pessoa positivamente assombrada não se adapta muito bem no convívio cotidiano, já que os dois moram juntos). o lenga-lenga de luke/lorelai é dramaticamente interessante, p. ex., no último ep. ela cuidou da filha de chris, pai da rory, e ela é incapaz de ver que isso não é muito diferente da paternidade quero-me-achar de luke com april. eu até penso que esse ep. anterior serviu primordialmente para abafar sua ânsia frenética de participação na vida do noivo. essas são duas pessoas que construíram uma vida (e eu me orgulho de ter visto desde o empreiteiro erguendo paredes até o último quadro pregado na parede) e não conseguem colocá-las na mesma frequência: GG nos comunica que nesses pactos que celebramos com tanta regularidade estão previstos rígidos termos obrigacionais e que as pessoas crescem e se separam das outras inadvertidamente. mas eu talvez perca minha paciência se as coisas que sempre foram tratadas com um sentimento nocauteante de compromisso e adesão na série continuarem em banho-maria, afinal tem muito território para ser explorado nesse descompasso que não se baseie unicamente no fato de luke ter uma filha e que mesmo isso sendo correspondido pela parte de lorelai (i.e. ela também tem uma filha) as coisas não se anulam tão facilmente (todos os "eu tô bem" e os "eu também tô" desse ep. são pronunciados com um ovo na garganta). o que ainda segura as pontas é a contrução de lorelai como uma Entidade tão orgânica desde a temporada 1, tanto é que pode-se perceber que sua inquietação não é um mero chilique pelo pirulito du jour (embora o "3 horas e 14 mins nunca passaram tão rápido" dela para os pais foi estúpido) e que aquela mulher tem o direito de passar trocentos episódios martelando na mesma reticência prestes a estourar. mas isso precisa estourar urgentemente para oxigenar esse final levemente decepcionante de temporada. nota: qualquer cena com zack e matriarca kim é a prova cabal necessitada pelas pessoas que insistem em rotular a série como "bobinha".

017. (28 abr) gilmore girls, 6.19: i get a sidekick out of you (amy-sherman palladino, 2006) ****

018. (28 abr) gilmore girls, 6.20: super cool party people (david s. rosenthal, 2006) ****

019. (29 abr) the wire, 2.4: hard cases (david simon & joy lusco kecken, 2003) ****

020. (29 abr) gilmore girls, 1.8: love & war & snow (joan binder weiss, 2001) ****1/2

021. (29 abr) gilmore girls, 1.9: forgiveness and stuff (john stephens, 2001) ****1/2 (abatidos os dois últimos que faltavam.)

022. (29 abr) arrested development, 1.1: pilot (mitchel hurwitz, 2003) ***

o ritmo é screwball cafeinado e sempre parece haver uma bola rolando/rodando/girando em algum canto do quadro: a coisa funciona como uma bomba-relógio com várias equipes especializadas para desativá-la enquanto a lei de murphy age naquele espaço. é uma zorra criativa, atenta com seus personagens, assim como atenta contra qualquer tentativa de sossegar os hormônios e acalmar um pouco essa ânsia de episódio-piloto. as caracterizações são bem uma-nota (ex: a narração menciona o grau de parentesco do aparente protag. com o resto da família enquanto as legendas que surgem no momento em que aquelas caras são congeladas lidam com as profissões ou melhor ocupações da trupe; i.e. tentativa de estabelecer uma teia socio-econômica às pressas porque esse ep. trata da passagem dos negócios para um dos familiares do empresário aposentado) e as coisas são coladas com um desajeito adolescente (esse tipo de ih! desaparece-aqui-aparece-acolá com a pata da raposa que some da pele da madame e vai parar na banana congelada da neta dela. ahn?) e francamente metade das piadas são ha---ha, teoricamente engraçadas.

ainda assim esse ep. inaugural tem tatuado grande debut cena a cena; é difícil reclamar quando você analisa exatamente que essa série está propondo uma disfuncionalidade patológica que será comprimida numa casa que é a epifania da idealização, um modelo de engenharia/arquitetura planejada para o cidadão-médio (detalhe genial: ela é aberta para visitas de possíveis interessados, i.e. o "olho público", i.e. eu e você) ou pelo menos para pai e filho que viviam no porão, único local verdadeiramente privado ali que, ironicamente, é colocado a prova quando a irmã do protag. vai lá e abraça o sobrinho apelando para responsabilidades familiares enquanto deveria estar fazendo o inventário do local. então, o que sobra para essas pessoas se agarrarem? o confronto entre as próprias para que depois finalmente saiam do casulo, começando a utilizar mais e mais o trabalho dos figurantes (porque eu nunca vi uma série tão concentrada - cf. limitada - nos personagens que apresenta, sem se deter em nenhum outro)? exato, e palmas para o criador que conseguiu tirar qualquer traço de bom-senso e sutileza ("love will keep us together" na trilha etc.) de tanta absorção egocêntrica e conferir uma leveza impressionante ao que poderia se assemelhar a algo tapado como o filme LOUCURAS DE DICK & JANE em matéria de grandes escândalos corporativos. melhor coisa: menino culpado por agarrar a prima logo depois de declarar que o café da manhã é que vem antes de tudo (o pai retruca "é a família!" e o menino "ah, pensei que você estava falando de comida."), que é obviamente um retrato lúcido e emocionante de um pequeno robozinho com noções de alimentação balanceada indo para uma mini-relação consanguínea de uma hora para outra. as coisas acontecem assim aqui também, sr. hurwitz.

023. (30 abr) /gilmore girls: 5.1: say goodbye to daisy miller/ (amy-sherman palladino, 2004) *****

024. (30 abr) /gilmore girls: 2.13: a-tisket, a-tasket/ (amy-sherman palladino, 2002) ****1/2

025. (30 abr) larry david: curb your enthuasiasm [piloto] (robert b. weide, 1999) ****1/2

026. (30 abr) curb your enthusiasm, 1.1: the pants tent (robert b. weide, 2000) ****

027. (30 abr) curb your enthusiasm, 1.2: ted and mary (david steinberg, 2000) **** ("i'm not your shoe-whore")

028. (30 abr) curb your enthusiasm, 5.10: the end [final de temporada] (larry charles, 2005) ***1/2

029. (30 abr) six feet under, 5.3: hold my hand (nancy oliver, 2005) ***1/2

030. (30 abr) arrested development, 1.2: top banana (mitchell hurwitz & john levenstein, 2003) ***1/2

031. (30 abr) extras, 1.3 (rick gervais & stephen merchant, 2005) ****

[eu sei, eu sei, eu preciso adotar o famigerado Rigor, as coisas aqui parecem acampamento de férias, você é tão compreensivo com seriados e esse yin é compensado pelo yang da avaliação complicada, ferrenha dos filmes que você vê, qual é o seu problema etc.]

032. (01 mai) /gilmore girls, 5.4: tippecanoe and taylor, too/ (bill prady, 2004) ****

033. (01 mai) 24 horas, 5.? (?, 2005) ***1/2

034. (01 mai) gilmore girls, 4.21: last week fights, this week tights/ (daniel palladino, 2004) ****

035. (03 mai) /gilmore girls, 5.5: we got us a pippi virgin!/ (daniel palladino, 2004) ****

036. (03 mai) /gilmore girls, 5.6: norman mailer, i'm preagnant/ (james berg & stan zimmerman, 2004) ****

037. (03 mai) the wire, 2.5: undertow (david simon & ed burns, 2003) ****

038. (04 mai) arrested development, 1.3: bringing up buster (mitchell hurwitz & richard rosenstock, 2003) ***1/2

039. (05 mai) /gilmore girls, 5.7: you jump, i jump, jack/ (daniel palladino, 2004) ***1/2

040. (05 mai) gilmore girls, 6.18: the real paul anka (daniel palladino, 2006) ***

041. (05 mai) gilmore girls, 6.21: driving miss gilmore (amy-sherman palladino & daniel palladino, 2006) ****

042. (06 mai) arrested development: 1.4: key decisions (brad copeland, 2003) ***1/2

043. (06 mai) /gilmore girls, 2.14: it should've been lorelai/ (daniel palladino, 2002) ****

044. (07 mai) curb your enthusiasm, 1.3: porno gil (robert b. weide, 2000) ****

045. (07 mai) curb your enthusiasm, 1.4: the bracelet (robert b. weide, 2000) ****

046. (07 mai) curb your enthusiasm, 1.5: the interior decorator (andy ackerman, 2000) ****1/2

048. (07 mai) /gilmore girls, 3.8: let the games begin/ (amy sherman-palladino, 2002) ****1/2 (o último bloco lembra uma resposta contemporânea aos estados unidos dos anos 50 (nicholas ray? douglas sirk?): cigarro em potencial trocado por um beijo (algo tão rebelde-sem-causa); o retrato da cidadezinha pitoresco-interiorana com o agarra-agarra no posto de gasolina (i.e. abastecimento de veículos, i.e. racha); menina escala árvore para se deparar com a janela do interlocutor pretendido e discursa sobre a irracionalidade de gestos que são insignificantes demais para serem notados; alienação entre melhores amigas: ações - na verdade, reações, processos de aceitação - idênticas e instantâneas em locais diferentes. enfim, voltar cinco décadas para forçar uma comparação é prova da criatividade ferrenha, sempre deslumbrante de GG.)

049. (08 mai) /gilmore girls, 5.9: emily says hello/ (rebecca rand kirshner, 2004) ****

050. (10 mai) extras, 1.6 (rick gervais & stephen merchant, 2005) ***1/2 ("é aids?" - rick gervais)

051. (11 mai) /gilmore girls, 6.18: the real paul anka/ (daniel palladino, 2006) ** (bobo, semi-medíocre, muito além da cota de extravagâncias preenchidas semanalmente pelas reuniões-da-cidade e kirk-ismos. lorelai agredindo e arremessando a bolsa de luke dada por anna é algo surreal de tão imaturo, nada diferente da padronização clássica da cena-de-ciúmes, com o interessante - mas bobo! - diferencial que ela usa algum artifício móvel pá-pou (braços, punhos) e enche a tela com uma energia negativa deslocada (um tapa na cara dele = um tapa na bolsa dele), i.e. ela carrega sua cruz em silêncio etc e ad infinitum aparentemente. lorelai com os pais, notando todos os pequenos e inexistentes problemas da cidade, é uma tentativa de criar algo ela-realmente-odeia-os-pais tresloucado mas é o tipo de categorização que GG tem feito nos últimos episódios que me deixa emputecido, já que o histórico das últimas 5 temporadas colocou a série num patamar imensamente superior a um mero compêndio de rusgas e chiliques intergeracionais, e a coisa está resvalando - na verdade não, já que os próximos episódios recolocaram a série no rumo da orgasmicidade costumeira - para esse ponto invariavelmente. kirk enumerando os itens de decrepitude da casa = bobo, até a encenação da cena, com pedaço do teto ruindo enquanto ele diz "o teto está ruim" é dolorosamente óbvio, o bom-senso condena deixar cenários interagindo vividamente com os diálogos se você não for blake edwards/jerry lewis. april conversando com luke sobre o garoto que ela gosta justamente na viagem em que os dois tentam estreitar os laços = conveniente (i.e. bobo). lorelai despejando café no vestido de lane = catártico, mas qualquer cena com lauren graham sorrindo, eu sorrio de volta, portanto não se deve dar muito crédito para a minha reação (e eu não quero enxergar mais do que devo na cena, com ela destruindo o vestido de noiva da mãe da lane e como isso se junta ao casamento dela e com a relação com a própria mãe). bonito, na verdade deslumbrante, é a cortesia amável de jess para rory, o encontro dos dois é magnífico e lembra o de ethan e julie em BEFORE SUNSET, mas calma, porque ele está vestido com uma camiseta com ela estampada (golpe baixo!) e ela o beija para vingar a traição do namorado e a coisa acaba em "eu nem consigo trair ele do modo como ele me traiu" e "isso é injusto". cena inicial divertida, se bem que nada mais é que a participação do paul anka-humanóide na série que batizou um cão em seu nome; o divertido é que quando lorelai narra os acontecimentos do sonho para a filha ela joga uma ação obviamente empreendida por um cachorro, daí a filha fala "o paul anka-cachorro?" daí a mãe vai "não, o humano", daí a filha já tem em mente que os episódios potencialmente realizáveis por um humano são feitos pelo cachorro e vice-versa, mas não, e a graça está na mistureba de ações que numa hora parecem críveis e na outra beiram o absurdo, com rory errando todos os agentes das ações propostas (lauren graham exibe uma expressão divertida quando rebate os erros da filha com "não, é o cachorro/humano", como quem acha tudo muito óbvio). é difícil explicar, mas escrever uma cena com essa reversão de expectativas é difícilimo e o sr. palladino faz com invejável destreza. então, depois dessa sequência (que nos lembra porque idealmente todo episódio de GG deveria exibir mãe e filha convesando o máximo possível) chegam os créditos e a partir daí são 40 minutos que parecem introduzir alguma coisa que nunca vem. não é essa a versão positiva da quebra de expectativas na minha opinião...)

052. (12 mai) gilmore girls, 6.22: partings [final de temporada] (amy-sherman & daniel palladino, 2006) ****

053. (12 mai) /gilmore girls, 5.12: come home/ (jessica queller, 2005) ****

054. (12 mai) /gilmore girls, 5.13: wedding bell blues/ (amy-sherman palladino, 2005) ****1/2 (provavelmente o episódio com maior número de menções pop-indie-cult-altê - de cabeça: j-lo, bugsy malone, arcade fire, super furry animals, cop rock, thora birch, queer eye for the straight guy, pulp fiction - e também provavelmente o episódio em que elas são arremessadas com maior impacto, i.e. com maior naturalidade, visto que essas referências já trazem em si todos os códigos decifrados via regra da livre associação (thora birch e o "cara da cultura" de queer eye estão lá para ligarem rory aos trajes masculinos da figura do padrinho etc.) então basta que elas sejam pronunciadas de modo expresso e, principalmente, apropriado, enfim, uma referência pedindo para ser feita. e o mais estranho/fascinante é que elas estão concentradas num ep. que prima pelo contar de histórias novelesco ("moon river" na trilha etc.) com richard e emily reatando e renovando os votos do matrimônio num salão chique e a câmera girando em todos os ângulos existentes até 360o e dentro desse efeito as pequenas cenas são construídas com essas voltas incansáveis, sempre agrupando pessoas que não deveriam estar idealmente juntas com um simples toque no maquinário. se o tal tom novelesco exige um certo controle narrativo para compensar o total descontrole daquelas pessoas exaltadas e complicadas, cenas lindamente construídas (ex: o plano/contra-plano para o flerte de luke e lorelai ganha ao fundo do que exibe o primeiro a presença de christopher, surgindo fora de foco apenas para depois aparecer nitidamente) estão ali para legitimar essa estrutura circular, pura ciranda que além de incentivar contatos num ambiente fechado também impulsiona personagens saindo de sua linha característica (rory diz "girls just wanna have fun.", o que talvez configure como outra referência pop) simplesmente por trocarem informações com outras pessoas (i.e. esses contatos forçados rendem frutos; rory repete os passos da mãe quando repete "eu só quero ver como será...") e até mesmo a divisão formal e a realidade intercambiável do espaço público (o salão onde ocorre a cerimônia) e do privado (a área ao lado, ocupada com uma aula de pintura) é perfeita, com cenas passando de uma para outra e de volta para a primeira com aquela desenvoltura adorável. // christopher diz: "quem não gostaria de ser beijado por uma garota gilmore?" tão verdadeiro.)

055. (13 mai) six feet under, 5.4: time flies (craig wright, 2005) ***1/2

056. (15 mai) six feet under, 5.5: eat a peach (rick cleveland, 2005) ****

057. (15 mai) /gilmore girls, 5.14: say something/ (daniel palladino, 2005) ****1/2

058. (15 mai) 24 horas, 5.? (?, 2005) ***

059. (15 mai) 24 horas, 5.? (?, 2005) ***

060. (16 mai) /gilmore girls, 5.15: jews and chinese food/ (amy-sherman palladino, 2005) ****

061. (16 mai) curb your enthusiasm, 1.6: the wire (larry charles, 2000) ****

062. (17 mai) /gilmore girls, 5.16: so... good talk/ (lisa randolph, 2005) ****

063. (17 mai) the wire, 2.6: all prologue (david simon & ed burns, 2003) ****1/2

064. (18 mai) /gilmore girls, 5.17: pulp friction/ (james berg & stan zimmerman, 2005) ***1/2

065. (19 mai) /gilmore girls, 5.17: pulp friction/ (james berg & stan zimmerman, 2005) ***

066. (19 mai) /gilmore girls, 5.18: to live and let diorama/ (daniel palladino, 2005) ***

067. (19 mai) /gilmore girls, 1.1: piloto/ (amy-sherman palladino, 2000) ****1/2

068. (19 mai) /gilmore girls, 1.3: kill me now/ (joanne waters, 2000) ****1/2

069. (19 mai) /gilmore girls, 1.4: the deer-hunters/ (jed seidel, 2000) ****

070. (20 mai) /gilmore girls, 6.19: i get a sidekick out of you/ (amy-sherman palladino, 2006) ****

071. (22 mai) /gilmore girls, 5.19: but i'm a gilmore/ (amy-sherman palladino, 2005) ****

072. (22 mai) /gilmore girls, 5.19: but i'm a gilmore/ (amy-sherman palladino, 2005) ****

073. (23 mai) /gilmore girls, 5.20: how many kropogs to the cape cod?/ (bill prady & rebecca rand kirshner, 2005) ****

074. (24 mai) /gilmore girls, 5.21: blame booze and melville/ (daniel palladino, 2005) ***

075. (24 mai) the wire, 2.8: duck and cover (david simon & george p. pelecanos, 2003) ****

076. (25 mai) /gilmore girls, 5.22: a house is not a home/ [final de temporada] (amy-sherman palladino, 2005) ****

077. (25 mai) /gilmore girls, 6.20: super cool party people/ (david s. rosenthal, 2006) ****

078. (26 mai) /gilmore girls, 3.1: lazy-hazy-crazy days/ (amy-sherman palladino, 2002) ***** (lorelai: hand me my purse, will you? i'm hungry.)

079. (27 mai) /gilmore girls, 2.4: the road trip to harvard/ (daniel palladino, 2001) *****

080. (27 mai) /gilmore girls, 2.3: red light on the wedding night/ (daniel palladino, 2001) ****1/2

081. (27 mai) /gilmore girls, 5.8: the party's over/ (amy-sherman palladino, 2004) ****1/2

082. (28 mai) six feet under, 5.6: rainbow of her reasons (jill soloway, 2005) **** (calling all angels sendo uma cena memorável, magnoliana.)

083. (28 mai) six feet under, 5.7: the silence (bruce eric kaplan, 2005) ****1/2 (últimos 10 minutos assombrosamente gilmore girls magníficos.)

084. (29 mai) 24 horas, 5.? (?, 2005) *1/2 (aquele do melodrama, quem-tem-contrato-limitado-para-essa-temporada morre, que acaba com jack agora-isso-é-pessoal irado, e chloe falando algo como "eu acabei de perder meu melhor amigo, então eu não estou bem." e sacrifícios pela equipe, misturaram ácido no gás tóxico, isso vai corroer a vedação dos compartimentos, rápido porque 86% do material já foi corrompido, frodo ao resgate.)

085. (30 mai) /gilmore girls, 3.2 haunted leg/ (amy-sherman palladino, 2002) ****1/2

086. (31 mai) /gilmore girls, 3.3: application anxiety/ (daniel palladino, 2002) ****

087. (01 jun) /gilmore girls, 6.21: driving miss gilmore/ (amy-sherman & daniel palladino, 2006) ****

088. (02 jun) /gilmore girls, 3.6: take the deviled eggs.../ (daniel palladino, 2002) ***1/2

089. (04 jun) /gilmore girls, 3.4: one's got class the other one dyes/ (daniel palladino, 2002) ***1/2

090. (04 jun) /gilmore girls, 3.5: eight o'clock at the oasis/ (justin tanner, 2002) ***1/2

091. (04 jun) the wire, 2.9: stray rounds (david simon & ed burns, 2003) ****

092. (04 jun) six feet under, 5.8: singing for our lives (scott buck, 2005) ****1/2 (seria ***** se nate não tivesse aquela convulsão final que, de tão inesperada, acaba deixando um gosto râncido de intervenção divina punitiva ou, ainda pior, que toda a construção do relacionamento dele com rachel desembocaria não só na consumação per se mas também na negativa para uma tentativa de reavaliação do matrimônio dele; i.e. é o personagem lidando com o "após" que legitima esse tipo de escapadela, colocá-lo numa cama de hospital nos próximos eps pode ser corajoso por contrariar a presepada melô a que essas coisas são entituladas e colocar um ponto final numa coisa que obviamente está florescendo, mas mesmo assim não consigo lidar muito bem com a sucessão de acontecimentos-chave convenientemente arremessadas. felizmente, a construção narrativa desse ep.é tão devastadora que lágrimas correram 3 vezes, é imensamente recompensador ver pessoas revertendo aos velhos prazeres como se eles nunca tivessem saído de lá ou voltando a ambientes antigos e tentando estabelecer a mesma sorte de prioridades hierárquicas ali dentro. brenda sozinha no recinto quacker ganha meu prêmio de tomada me-assombra-para-sempre de 2005.)

093. (05 jun) /gilmore girls, 3.7: they shoot gilmores, don't they?/ (amy-sherman palladino, 2002) ****

094. (05 jun) 24 horas, 5.? (?, 2005) **1/2

095. (06 jun) /gilmore girls, 3.8: let the games begin/ (amy-sherman palladino & sheila r. lawrence, 2002) *****

096. (08 jun) /gilmore girls, 3.9: a deep-fried korean thanksgiving/ (daniel palladino, 2002) ***1/2

097. (08 jun) /gilmore girls, 3.10: that'll do, pig/ (sheila r.lawrence, 2003) ***1/2

098. (08 jun) /gilmore girls, 6.22: partings/ [final de temporada] (amy-sherman & daniel palladino, 2006) ****

099. (09 jun) the wire, 2.10: storm warnings (david simon & ed burns, 2003) ****

100. (11 jun) six feet under, 5.9: ecotone (nancy oliver, 2005) ****1/2

101. (12 jun) /gilmore girls, 3.11: i solemnly swear/ (john stephens, 2003) ***

102. (13 jun) /gilmore girls, 3.12: lorelai out of water/ (janet leahy, 2003) ***1/2

103. (15 jun) /gilmore girls, 6.1: new and improved lorelai/ (amy-sherman palladino, 2005) ***1/2

(16 jun - 23 jun) /gilmore girls, temporada 3, eps. 13, 14, 15, 18 e 22/ uniformemente muito bem cotados, óbvio

111. (24 jun) /gilmore girls, 6.2: fight face/ (daniel palladino, 2005) ****

112. (26 jun) 24 horas, 5.? (?, 2005/6?) **

113. (27 jun) /gilmore girls, 4.1: ballrooms and biscotti/ (amy-sherman palladino, 2003) ****1/2

114. (27 jun) six feet under, 5.11: static (craig wright, 2005) ****

115. (28 jun) /gilmore girls, 3.17: a tale of poes and fire/ (daniel palladino, 2003) ****1/2

[dizem que o hiato aumenta o suspense, parte 2]

116. (27 nov) /gilmore girls, 5.22: a house is not a home/ (amy-sherman palladino, 2005) ****

117. (27 nov) /gilmore girls, 6.1: new and improves lorelai/ (amy-sherman palladino, 2005) ***1/2

118. (28 nov) /gilmore girls, 6.2: fight face/ (daniel palladino, 2005) ****

eu sou completamente alucinado por gilmore girls e não consigo pensar na minha vida sem pipocar minhas fitas com episódios favoritos e reprises vespertinas e futuros dvds e baixar torrents dos episódios assim que exibidos nos estados unidos. sim, gagá por gegê.

119. (dez) /gilmore girls, 1.1: piloto/ (amy-sherman palladino, 2000) ****1/2

120. (dez) /gilmore girls, 1.2: the lorelais' first day at chilton/ (amy-sherman palladino, 2000) ****

121. (dez) /gilmore girls, 1.3: kill me now/ (joanne waters, 2000) *****

122. (dez) /gilmore girls, 1.4: the deer-hunters/ (jed seidel, 2000) ****

123. (dez) /gilmore girls, 1.5: cinnamon's wake/ (daniel palladino, 2000) ****1/2

124. (dez) /gilmore girls, 1.6: rory's birthday parties/ (amy-sherman palladino, 2000) *****

125. (dez) /gilmore girls, 1.7: kiss and tell/ (jenji kohan, 2000) ****1/2

126. (dez) /gilmore girls, 1.8: love & war & snow/ (joan binder weiss, 2001) ****1/2

127. (dez) /gilmore girls, 1.9: rory's dance/ (amy-sherman palladino, 2001) *****

128. (dez) /gilmore girls, 1.10: forgiveness and stuff/ (john stephens, 2001) *****

129. (dez) gilmore girls, 7.6 (david rosenthal & rebecca rand kirshner) **

130. (dez) /gilmore girls, 1.11: paris is burning/ (joan binder weiss, 2001) ****1/2

131. (dez) /gilmore girls, 1.12: double date/ (amy-sherman palladino, 2001) ****



 

2005


(NOTA: eu assisti durante o ano alguns episódios de FRIENDS e outras e não tenho a menor inclinação para desvendar seus respectivos escritores e anos de lançamento, logo não constam aqui por pura preguiça.)


001. (03 jan) GILMORE GIRLS, 4.3: THE HOBBIT, THE SOFA, AND DIGGER STILES (Amy Sherman-Palladino, 2003) ****

002. (04 jan) GILMORE GIRLS, 4.4: CHICKEN OR BEEF? (Jane Espenson, 2003) ****

003. (04 jan) /GILMORE GIRLS, 3.20: SAY GOODNIGHT, GRACIE/ (Amy Sherman-Palladino & Janet Leahy, 2003) **** (os irmãos palladino têm lugar garantido no céu: quem imaginaria ser possível uma metáfora envolvendo ônibus - os itinerários do veículo em confluência ou não com o de seus passageiros, p. ex. - ainda mais inspirada que a de GHOST WORLD? o grand finale desse episódio é tão minuciosamente perfeito e espetacular em sua simplicidade e reticência, reminescente da conclusão de OS GUARDA-CHUVAS DO AMOR, sobrepondo uma simples contradição fatalista à nostalgia reverente; caminhos distintos escolhidos, tanto rory quanto jess são levados até o ponto de partida de suas futuras trajetórias e é gratificante acompanhar quem está realmente progredindo e quem anda em círculos. e tudo isso, claro, acompanhado daquele coro de vozes femininas entoando uma melodia tão perturbadoramente serena, dignamente colocada lado a lado com as composições de um michel legrand da vida.)

004. (05 jan) GILMORE GIRLS, 4.5: THE FUNDAMENTAL THINGS APPLY (John Stephens, 2003) ****

005. (05 jan) /GILMORE GIRLS, 4.5: THE FUNDAMENTAL THINGS APPLY/ (John Stephens, 2003) ****

006. (06 jan) GILMORE GIRLS, 4.6: AN AFFAIR TO REMEMBER (Amy Sherman-Palladino, 2003) ****

007. (06 jan) GILMORE GIRLS, 5.3: WRITTEN IN THE STARS (Amy Sherman-Palladino, 2003) ****

008. (10 jan) /DAWSON'S CREEK, 3.15: CRIME AND PUNISHMENT/ (Joe Napolitano, 2000) ***

009. (10 jan) GILMORE GIRLS, 4.8: DIE, JERK (Daniel Palladino, 2003) ***½

010. (10 jan) CURB YOUR ENTHUSIASM, 2.3: TRICK OR TREAT (Larry Charles, 2001) ***½

011. (11 jan) GILMORE GIRLS, 4.9: TED KOPPEL'S BIG NIGHT OUT (Amy Sherman-Palladino, 2003) ****

012. (12 jan) GILMORE GIRLS, 4.10: THE NANNY AND THE PROFESSOR (Scott Kaufer, 2004) ***½

013. (13 jan) GILMORE GIRLS, 4.11: IN THE CLAMOR AND THE CLANGOR (Sheila R. Lawrence & Janet Leahy, 2004) ****

014. (14 jan) GILMORE GIRLS, 4.12: A FAMILY MATTER (Daniel Palladino, 2004) **** (generosidade pura e simples em mais um desfecho sublime: personagens fazendo doce, preservando alguma auto-estima de fachada são respaldados apenas pela consciência de seguirem uma linha de raciocínio particular, envolta em razões consideradas primordiais, numa postura sutil de isenção do criador do episódio, que basicamente deixa suas contradições ambulantes perambulando soltas até recobrarem os sentidos. me deixa particularmente inebriado a junção de cinismo e compaixão numa relação que exclui a evidente segregação entre os dois elementos: compreendemos o motivo pelo qual lorelai apaga a luz do abajur apenas quando sua filha não está mais no local; entendemos o orgulho ferido de jess quando aceita a proposta do tio embora somente quando este não mais se encontra lá. na primeira situação percebem-se barreiras impostas por uma ponta de tola independência, um fardo - por opção - sobre um só ombro, indo de encontro à relação aberta mantida até então por mãe e filha. no segundo caso, luke se certifica da aceitação ou não de sua oferta pelo sobrinho, sem que este saiba, o que aproxima a preocupação de luke a uma cruzada reunificadora de valores; valores esses desconhecidos pela aparente ingratidão de jess, que expõe mais do que nunca seu frágil mecanismo de defesa, uma ingenuidade quase aflitiva de querer passar em branco num mundo garantidamente preto-no-branco.)

015. (17 jan) GILMORE GIRLS, 4.13: NAG HAMMADI IS WHERE THEY FOUND THE GNOSTIC GOSPELS (Amy Sherman-Palladino, 2004) ***½

016. (17 jan) GILMORE GIRLS, 4.7: THE FESTIVAL OF LIVING ART (Daniel Palladino, 2003) ***

017. (18 jan) GILMORE GIRLS, 4.14: THE INCREDIBLE SHRINKING LORELAIS (Amy Sherman-Palladino & Daniel Palladino, 2004) ***½

018. (19 jan) /GILMORE GIRLS, 4.14: THE INCREDIBLE SHRINKING LORELAIS/ (Amy Sherman-Palladino & Daniel Palladino, 2004) ****½

019. (19 jan) /GILMORE GIRLS, 4.15: SCENE IN A MALL/ (Daniel Palladino, 2004) ****

020. (20 jan) GILMORE GIRLS, 4.16: THE REIGNING LORELAI (Jane Espenson, 2004) ****

021. (21 jan) GG, 4.17: GIRLS IN BIKINIS, BOYS DOIN' THE TWIST (ASP, 2004) ****

022. (21 jan) GG, 5.8: THE PARTY'S OVER (ASP, 2004) ****

023. (21 jan) GG, 5.9: EMILY SAYS HELLO (Rebecca Rand Kirshner, 2004) **** (emily continua partindo meu coração semanalmente.)

024. (22 jan) /GG, 4.15: SCENE IN A MALL/ (Daniel Palladino, 2004) **** (é o alto padrão da série norteando literalmente cena por cena desse incrivelmente bem escrito (melhor momento: bate-papo via fone entre lorelai e rory no primeiro bloco - notar o detalhe da rosa para reconhecimento --> as duas não se vêem em um bom tempo - ainda mais tocante tendo o ep. imediatamente anterior em mente) e, nem tão surpreendente assim, estranhamente intoxicante episódio, centrado na figura de emily, graças a duas cenas conclusivas simplesmente devastadoras: na primeira, lorelai e rory, na lanchonete de luke, fazem um balanço do exaustivo dia de compras; a impulsividade estável e vívida de lorelai comanda suas ações ao servir café e torta para si mesma na ausência do dono do estabelecimento (incl. uma ironia interessante sobre a atitude vigente no 'mundo dos ricos' na visão de lorelai: claramente adaptável a sua doce prepotência) e para afastar o mau humor, derivado deste comportamento cara-de-pau, de luke ela lhe oferece a rosa utilizada anteriormente, o que praticamente é um convite simbólico para que ele entre de vez na vida daquelas meninas, já que esse reconhecimento é tratado por rory como 'coisa de mulher', uma in-joke da dupla (cereja do bolo: ele fica desconcertado ao recebê-la e sua postura finalmente culmina no simples gesto de sentir o aroma de seu presente). isso é concretamente verificado no início do namoro de lorelai e luke no arrasador ep. final dessa temp.; é notável então que essa sequência tenha uma voltagem emocional consideravelmente maior que muitas outras posteriores, englobando a fruição do relacionamento (beijos, sexo, etc.) / na segunda, presenciamos um jantar na casa de emily e richard: a mesa é extensa, a comida, farta, cada um está sentado na extremidade oposta ao outro. a genialidade da sequência consiste na criação de um ambiente propenso ao desgaste, uma rotina estafante a partir de uma cena raramente vista com essa configuração em gg (em outras palavras: a sensação de uma prática constante e imutável não é baseada em cenas semelhantes a essa, repetição que por si só poderia originar esse sentimento de angústia rotineira, mas sim por algo novo e insólito, o que aumenta sensivelmente o crédito de daniel palladino). isso porque os jantares no local sempre incluem os descendentes do casal - lorelai e rory -, são cenas presentes na maior parte dos episódios: celebração da tentativa de restaurar laços ocasionalmente degenera para uma refeição infernal, repleta de picuinhas e verbalizações do não-dito há muitos anos. voltando, nossa atenção é direcionada para o tique-taque do relógio, preponderante no conjunto, enquanto richard atribui a emily algumas tarefas cotidianas (ligar para o jardineiro etc.). momentos depois, emily pergunta ao marido o que ele achou das maçãs de cristal que ela comprou horas atrás, ele responde: "sempre gostei delas.". é uma nota final impiedosa: richard incapaz de verificar qualquer vestígio de novidades proporcionado por um casamento esfacelado (o primeiro ep. da quinta temp. revela a inevitável separação)

025. (23 jan) /GG, 4.17: GIRLS IN BIKINIS, BOYS DOIN' THE TWIST/ (ASP, 2004) **** (sim, 'recesso de primavera' levado às últimas consequências: ensolarado despojamento não descaracteriza a força motriz da série; o relacionamento entre rory e lorelai ganha contornos discerníveis em cenas como a do protocolo, que envolve a responsabilidade materna de aprovar qualquer passo maior dado pela filha e a consciência da ilusão do poder de veto, através da qual lorelai toma conhecimento da ineficiência de se exercer controle sobre uma menina maior de idade sem que esta a lembre de que tem idade suficiente para votar, ser presa, dirigir etc. mas devido às suas próprias experiências. essa dinâmica faz-lá-recebe-cá de gg é avassaladora.)

026. (25 jan) GG, 4.18: TICK, TICK, TICK, BOOM! (DP, 2004) ***½

027. (26 jan) GG, 4.19: AFTERBOOM (Sheila R. Lawrence, 2004) ***½

028. (27 jan) /GG, 4.21: LAST WEEK FIGHTS, THIS WEEK TIGHTS/ (DP, 2004) ****

029. (27 jan) GG, 5.10: BUT NOT AS CUTE AS PUSHKIN (ASP, 2004) ***½

030. (29 jan) /GG, 4.22: RAINCOATS AND RECIPES/ (ASP, 2004) ****½

031. (31 jan) GG, 1.1: PILOT (ASP, 2000) ****½

032. (01 fev) GG, 1.2: THE LORELAIS' FIRST DAY AT CHILTON (ASP, 2000) ****

033. (01 fev) /GG, 1.2: THE LORELAIS' FIRST DAY AT CHILTON/ (ASP, 2000) ****

034. (03 fev) GG, 1.3: KILL ME NOW (Joanne Waters, 2000) **** (nota: esse ep. - esp. o final - ganha mais ½ se colocado ao lado do ep. 5.8. a relação entre ambos é simplesmente devastadora.)

035. (03 fev) GG, 1.4: THE DEER-HUNTERS (Jed Seidel, 2000) ****

036. (03 fev) /GG, 5.4: TIPPECANOE AND TAYLOR, TOO/ (Bill Prady 2004) ****

037. (03 fev) /GG, 4.19: AFTERBOOM/ (Sheila R. Lawrence, 2004) ****

038. (04 fev) GG, 1.5: CINNAMON'S WAKE (DP, 2000) ****

039. (04 fev) /GG, 4.1: BALLROOMS AND BISCOTTI/ (ASP, 2003) ****

040. (06 fev) /GG, 4.22: RAINCOATS AND RECIPES/ (ASP, 2004) ****½

041. (06 fev) /GG, 5.3: WRITTEN IN THE STARS/ (ASP, 2004) ****

042. (07 fev) GG, 1.6: RORY'S BIRTHDAY PARTIES (ASP, 2000) *****

043. (07 fev) /GG, 1.6: RORY'S BIRTHDAY PARTIES/ (ASP, 2000) ***** (a melhor cena da história de gg, se encontra nesse ep.)

044. (08 fev) GG, 1.7: KISS AND TELL (Jenji Kohan, 2000) ****

045. (10 fev) /GG, 5.5: WE GOT US A PIPPI VIRGIN!/ (DP, 2004) ****

046. (10 fev) /GG, 1.9: RORY'S DANCE/ (ASP, 2000) ****

047. (15 fev) /GG, 1.12: DOUBLE DATE/ (ASP, 2001) ****

048. (15 fev) GG, 1.14: THAT DAMN DONNA REED (ASP & DP, 2001) ****

049. (15 fev) /GG, 4.20: LUKE CAN SEE HER FACE/ (ASP & DP, 2004) ****

050. (23 fev) GG, 5.11: WOMEN OF QUESTIONABLE MORALS (DP, 2005) **½ (é como enforcar seu próprio filho com suas próprias mãos na sua própria cama. vou lá chorar e me debater e já volto.)

051. (23 fev) /GG, 1.21: LOVE, DAISIES AND TROUBADOURS/ (DP, 2001) **** (últimos 40s = *****)

052. (23 fev) /GG, 1.15: CHRISTOPHER RETURNS/ (DP, 2001) ****½

053. (23 fev) GG, 1.16: STAR-CROSSED LOVERS AND OTHER STRANGERS (Joan Binder Weiss, 2001) ****

054. (23 fev) GG, 1.17: THE BREAKUP, PART II (ASP, 2001) ****

055. (23 fev) GG, 1.18: THE THIRD LORELAI (ASP, 2001) **** (bem-vindo ao mundo mágico das garotas gilmore, do entendimento mudo, asubstantivado, do compromisso inquieto baixando a guarda vez ou outra, dos laços que te protegem ao redor do pescoço. emily rouba desavergonhadamente as cenas aqui, obviamente sua preocupação com o dinheiro aceito ou não vai muito além de altruístas observações pipocando aqui e ali, 'o $ possibilita um senso de independência que corrompe as relações humanas, rompendo laços consistentes' etc.; ela sabe muito bem da base verdejante do Acordo dos Jantares de Sexta-Feira, logo a decisão de ASP em deixar lorelai 'no escuro' quanto às verdadeiras intenções de emily (no caso, permanecer em contato constante com sua filha e neta, adiando indefinidamente uma situação financeira sustentável das garotas) é uma demonstração pé-no-chão encantadora de uma série tão estilizada: sim, lorelai, chicote afiado, comeu poeira aqui, mas será mesmo que isso é uma questão de sinapses e neurônios preguiçosos? creio que não, talvez seja mais um dos sentimentos preservados intactos, a prova de discussões pouco frutíferas e humilhantes, o preço que se paga por se envolver em uma relação obrigatória e burocraticamente contratual com sua mãe. eu amo essa série, mesmo.)

056. (24 fev) GG, 2.1: SADIE, SADIE... (ASP, 2001) *****

057. (24 fev) /GG, 1.19: EMILY IN WONDERLAND/ (John Stephens & Linda Loiselle Guzik, 2001) ****

058. (24 fev) GG, 5.12: COME HOME (Jessica Queller, 2005) **½

059. (25 fev) /GG, 5.10: BUT NOT AS CUTE AS PUSHKIN/ (ASP, 2004) ***½

060. (25 fev) GG, 2.2: HAMMERS AND VEILS (ASP, 2001) ***** (você nunca pensou que uma conversa seca e rotineira sobre véus e tiaras pudesse conter um nível superlativo de genialidade e doçura. pense novamente, então. e o trabalho de lauren graham nesse episódio é nada menos que sublime.)

061. (25 fev) GG, 1.20: P.S. I LO... (Elaine Arata & Joan Binder Weiss, 2001) ****

062. (25 fev) /GG, 2.1: SADIE, SADIE.../ (ASP, 2001) *****

063. (26 fev) /GG, 2.2: HAMMERS AND VEILS/ (ASP, 2001) *****

064. (28 fev) GG, 2.3: RED LIGHT ON THE WEDDING NIGHT (DP, 2001) ****½

065. (01 mar) GG, 2.4: THE ROAD TRIP TO HARVARD (DP, 2001) ****½

066. (02 mar) GG, 2.5: NICK & NORA/SID & NANCY (ASP, 2001) ***½

067. (03 mar) GG, 2.6: PRESENTING LORELAI GILMORE (Sheila R. Lawrence, 2001) ****½

068. (03 mar) /GG, 5.6: NORMAN MAILER, I'M PREGNANT/ (James Berg & Stan Zimmerman, 2004) ****

069. (04 mar) /GG, 2.7: LIKE MOTHER, LIKE DAUGHTER/ (Joan Binder Weiss, 2001) ****

070. (07 mar) GG, 2.8: THE INS & OUTS OF INNS (DP, 2001) ****½

071. (07 mar) 24 HORAS, 4.1 (??, ??) ***½

072. (07 mar) 24 HORAS, 4.2 (??, ??) ***½

073. (10 mar) GG, 5.13: WEDDING BELL BLUES (ASP, 2005) ****

074. (11 mar) /GG, 5.13: WEDDING BELL BLUES/ (ASP, 2005) ****

075. (14 mar) GG, 2.13: A-TISKET, A-TASKET (ASP, 2002) ****½

076. (17 mar) GG, 5.14: SAY SOMETHING (DP, 2005) ****

077. (21 mar) /GG, 2.12: RICHARD IN STARS HOLLOW/ (Frank Lombardi, 2002) ****½

078. (22 mar) /GG, 2.19: TEACH ME TONIGHT/ (ASP, 2002) ****½

079. (22 mar) GG, 2.15: LOST AND FOUND (ASP, 2002) ****

080. (22 mar) GG, 2.18: BACK IN THE SADDLE AGAIN (Linda Loiselle Guzik, 2002) ****

081. (22 mar) /GG, 2.8: THE INS & OUTS OF INNS/ (DP, 2002) ****½

082. (23 mar) GG, 2.20: HELP WANTED (Allan Heinberg, 2002) ****½

083. (24 mar) GG, 2.21: LORELAI'S GRADUATION DAY (DP, 2002) ****

084. (24 mar) /GG, 5.7: YOU JUMP, I JUMP, JACK/ (DP, 2004) ****

085. (25 mar) GG, 2.22: I CAN'T GET STARTED (ASP & John Stephens, 2002) ****

086. (25 mar) /GG, 2.22: I CAN'T GET STARTED/ (ASP & John Stephens, 2002) ****

087. (28 mar) GG, 3.1: THOSE LAZY-HAZY-CRAZY DAYS (ASP, 2002) ****½

088. (31 mar) GG, 3.4: ONE'S GOT CLASS AND THE OTHER ONE DYES (DP, 2002) ***½

089. (14 abr) GG, 5.16: SO... GOOD TALK (Lisa Randolph, 2005) ****

090. (23 abr) GG, 3.2: HAUNTED LEG (ASP, 2002) ****½

091. (25 abr) /GG, 3.21: HERE COMES THE SON/ (ASP, 2003) ***

092. (02 mai) /GG, 4.4: CHICKEN OR BEEF?/ (Jane Espenson, 2003) ****

093. (04 mai) /GG, 4.6: AN AFFAIR TO REMEMBER/ (ASP, 2003) ****

094. (07 mai) GG, 5.17: PULP FRICTION (James Berg & Stan Zimmerman, 2005) ***

095. (09 mai) /GG, 4.9: TED KOPPEL'S BIG NIGHT OUT/ (Amy Sherman-Palladino, 2003) ***½

096. (11 mai) /GG, 4.11: IN THE CLAMOR AND THE CLANGOR/ (Sheila R. Lawrence & Janet Leahy, 2004) ****½

097. (18 mai) /GG, 4.19: AFTERBOOM/ (Sheila R. Lawrence, 2004) ****½

098. (26 mai) /GG, 5.12: COME HOME/ (Jessica Queller, 2005) ****

099. (26 mai) /GG, 4.21: LAST WEEK FIGHTS, THIS WEEK TIGHTS/ (DP, 2004) ****½

100. (26 mai) /GG, 4.22: RAINCOATS AND RECIPES/ (ASP, 2004) ****½

101. (27 mai) /GG, 5.1: SAY GOODBYE TO DAISY MILLER/ (ASP, 2004) ****½

102. (27 mai) /GG, 1.1: PILOT/ (ASP, 2000) ****½

103. (27 mai) /GG, 5.17: PULP FRICTION/ (James Berg & Stan Zimmerman, 2005) ****

104. (30 mai) /GG, 1.2: THE LORELAIS' FIRST DAY AT CHILTON/ (ASP, 2000) ****

105. (31 mai) /GG, 1.3: KILL ME NOW/ (Joanne Waters, 2000) *****

106. (02 jun) /GG, 1.5: CINNAMON'S WAKE/ (DP, 2000) ****½

107. (08 jun) /GG, 1.9: RORY'S DANCE/ (ASP, 2000) *****

108. (10 jun) GG, 5.19: BUT I'M A GILMORE (ASP, 2005) ****

109. (17 jun) GG, 5.20: HOW MANY KROPOGS TO CAPE COD? (Bill Prady & Rebecca Rand Kirshner, 2005) ****

110. (24 jun) GG, 5.21: BLAME BOOZE AND MELVILLE (DP, 2005) **½

111. (27 jun) /GG, 2.2: HAMMERS AND VEILS/ (ASP, 2001) *****

112. (30 jun) GG, 5.22: A HOUSE IS NOT A HOME (ASP, 2005) ****

113. (02 jul) /GG, 5.22: A HOUSE IS NOT A HOME/ (ASP, 2005) ****

114. (04 jul) /GG, 2.7: LIKE MOTHER, LIKE DAUGHTER/ (Joan Binder Weiss, 2001) ****

115. (06 jul) /GG, 2.9: RUN AWAY, LITTLE BOY/ (John Stephens, 2002) ****

116. (11 jul) /GG, 2.12: RICHARD IN STARS HOLLOW/ (Frank Lombardi, 2002) ****

117. (18 jul) /GG, 2.17: DEAR UNCLES AND VEGETABLES/ (DP, 2002) ****

118. (21 jul) /GG, 2.20: HELP WANTED/ (Allan Heinberg, 2002) ****½

119. (22 jul) /GG, 5.3: WRITTEN IN THE STARS/ (ASP, 2004) ****

120. (26 jul) /GG, 2.13: A-TISKET, A-TASKET/ (ASP, 2002) ****½ (são pequenos os gestos privilegiados na construção desse episódio sendo que o mais intenso deles consiste em emily servindo a lorelai uma segunda rodada de vinho branco no típico jantar semanal dos gilmore. esse gesto é de uma sensibilidade ímpar porque a última não pede que sua taça seja completada, trata-se de um ato natural de emily que pode ser visto como um continue desabafando (os resmungos de lorelai tratam da aproximação perigosa de rory, a menina-porcelana gradualmente perdendo o controle, e jess, bad boy de marca maior). é evidente que emily vibra quando consegue dar suas cartadas na relação mantida por lorelai e rory; cada conselho de sua autoria levado a cabo representa uma pequena vitória pessoal, pois afinal, ela está sendo ouvida por sua filha, a qual fugiu de seus cuidados aos 16 anos e que, ironicamente, talvez empregará métodos aprovados unicamente por sua mãe. quando emily insiste em radicalizar, promovendo a política do cordão-sanitário para afastar jess, lorelai repentinamente noticia que concordar com sua mãe nesse ponto é um absurdo pois seria uma indesejada confissão de arrependimento de sua parte em relação ao abandono da casa dos pais e a negação de toda uma vida construída a partir, ou melhor, sobre o ocorrido) e ela, educadamente, pede licença, indo em seguida conversar com a filha, privilegiando a diplomacia. emily continua na mesa rebobinando satisfeita a conversa de segundos atrás enquanto a alguns metros dali algo diferente é abordado.)

121. (26 jul) /GG, 3.1: LAZY-HAZY-CRAZY DAYS/ (ASP, 2002) ****½ ('grab my purse, will you? i'm hungry.')

122. (27 jul) /GG, 2.14: IT SHOULD'VE BEEN LORELAI/ (DP, 2002) ****½

123. (28 jul) GG, 3.3: APPLICATION ANXIETY (DP, 2002) ***½

124. (29 jul) /GG, 3.4: ONE'S GOT CLASS AND THE OTHER ONE DYES/ (DP, 2002) ***½

125. (29 jul) /GG, 1.6: RORY'S BIRTHDAY PARTIES/ (ASP, 2000) *****

126. (01 ago) GG, 3.5: EIGHT O'CLOCK AT THE OASIS (Justin Tanner, 2002) ***½

127. (01 ago) /GG, 3.5: EIGHT O'CLOCK AT THE OASIS/ (Justin Tanner, 2002) ***½

128. (02 ago) GG, 3.6: TAKE THE DEVILED EGGS... (DP, 2002) ***½

129. (03 ago) GG, 3.7: THEY SHOOT GILMORES, DON'T THEY? (ASP, 2002) ***½

130. (04 ago) GG, 3.8: LET THE GAMES BEGIN (ASP & Sheila R. Lawrence, 2002) ****

131. (04 ago) /GG, 3.7: THEY SHOOT GILMORES, DON'T THEY?/ (ASP, 2002) ***½

132. (05 ago) GG, 3.9: A DEEP-FRIED KOREAN THANKSGIVING (DP, 2002) ***

133. (09 ago) /GG, 3.10: THAT'LL DO, PIG/ (Sheila R. Lawrence, 2003) ***½

134. (12 ago) GG, 3.11: I SOLEMNLY SWEAR (John Stephens, 2003) **½

135. (12 ago) GG, 3.12: LORELAI OUT OF WATER (Janet Leahy, 2003) ***

136. (12 ago) GG, 3.13: DEAR EMILY AND RICHARD (ASP, 2003) **

137. (13 ago) GG, 3.14: SWAN SONG (DP, 2003) **½

138. (15 ago) GG, 3.15: FACE-OFF (John Stephens, 2003) ***

139. (29 ago) /GG, 4.3: THE HOBBIT, THE SOFA, AND DIGGER STILES/ (ASP, 2003) ***½

140. (05 set) /GG, 4.8: DIE, JERK/ (DP, 2003) ****

141. (13 set) GG, 3.16: THE BIG ONE (ASP, 2003) ****

142. (13 set) GG, 3.18: HAPPY BIRTHDAY, BABY (ASP, 2003) ****

143. (16 set) GG, 5.15: JEWS AND CHINESE FOOD (ASP, 2005) ****

144. (20 set) /GG, 4.19: AFTERBOOM/ (Sheila R. Lawrence, 2004) ****½

145. (20 set) /GG, 4.14: THE INCREDIBLE SHRINKING LORELAIS/ (ASP & DP, 2004) ****½

146. (21 set) /GG, 4.20: LUKE CAN SEE HER FACE/ (ASP & DP, 2004) ****

147. (06 out) GG, 5.18: TO LIVE AND LET DIORAMA (DP, 2005) ***

148. (11 out) /GG, 1.13: CONCERT INTERRUPTUS/ (Elaine Arata, 2001) ***½

149. (13 out) /GG, 5.19: BUT I'M A GILMORE/ (ASP, 2005) ****

150. (14 out) /GG, 5.19: BUT I'M A GILMORE/ (ASP, 2005) ****

151. (14 out) /GG, 1.16: STAR-CROSSED LOVERS AND OTHER STRANGERS/ (Joan Binder Weiss, 2001) ****

152. (15 out) /GG, 5.11: WOMEN OF QUESTIONABLE MORALS/ (DP, 2005) **½

153. (15 out) /GG, 5.13: WEDDING BELL BLUES/ (ASP, 2005) ****

154. (15 out) /GG, 5.16: SO... GOOD TALK/ (Lisa Randolph, 2005) ****

155. (17 out) /GG, 1.17: THE BREAKUP, PART II/ (ASP, 2001) ****

156. (?? out) /GG, 2.3: RED LIGHT ON THE WEDDING NIGHT/ (DP, 2001) ****½

156. (?? out) /GG, 2.6: PRESENTING LORELAI GILMORE/ (Sheila R. Lawrence, 2001) ****½

157. (01 nov) /GG, 2.7: LIKE MOTHER, LIKE DAUGHTER/ (Joan Binder Weiss, 2001) ****

158. (02 nov) /GG, 2.8: THE INS & OUTS OF INNS/ (DP, 2001) ****½

159. (03 nov) /GG, 2.9: RUN AWAY, LITTLE BOY/ (John Stephens, 2002) ****

160. (03 nov) /GG, 5.22: A HOUSE IS NOT A HOME/ (ASP, 2005) ****

161. (04 nov) GG, 2.10: THE BRACEBRIDGE DINNER (DP, 2001) ****½

162. (10 nov) /GG, 2.14: IT SHOULD'VE BEEN LORELAI/ (DP, 2002) ****½

163. (10 nov) GG, 6.1: NEW AND IMPROVED LORELAI (ASP, 2005) ***

164. (11 nov) /GG, 2.15: LOST AND FOUND/ (ASP, 2002) ****

165. (17 nov) /GG, 2.19: TEACH ME TONIGHT/ (ASP, 2002) ****½

166. (17 nov) GG, 6.2: FIGHT FACE (DP, 2005) ****

167. (21 nov) /GG, 2.21: LORELAI'S GRADUATION DAY/ (DP, 2002) ****

168. (24 nov) /GG, 3.1: THOSE LAZY-HAZY-CRAZY DAYS/ (ASP, 2002) ****½

169. (24 nov) /GG, 3.2: HAUNTED LEG/ (ASP, 2002) ****½

170. (25 nov) GG, 6.3: THE UNGRADUATE (David S. Rosenthal, 2005) ***½

171. (27 nov) GG, 6.9: THE PRODIGAL DAUGHTER RETURNS (ASP, 2005) ****½

172. (28 nov) /GG, 3.4: ONE'S GOT CLASS AND THE OTHER ONE DYES/ (DP, 2002) ***½

173. (28 nov) GG, 6.5: WE'VE GOT MAGIC TO DO (DP, 2005) ****

174. (28 nov) /GG, 6.5: WE'VE GOT MAGIC TO DO/ (DP, 2005) ****

175. (28 nov) /GG, 6.10: HE'S SLIPIN' EM BREAD... DIG? (DP, 2005) ****½

176. (28 nov) /GG, 3.3: APPLICATION ANXIETY/ (DP, 2002) ***½

177. (29 nov) /GG, 3.5: EIGHT O'CLOCK AT THE OASIS/ (Justin Tanner, 2002) ***½

178. (29 nov) /GG, 2.15: LOST AND FOUND/ (ASP, 2002) ****

179. (29 nov) GG, 6.6: WELCOME TO THE DOLL HOUSE (Keith Eisner, 2005) **½

180. (29 nov) GG, 6.7: TWENTY-ONE IS THE LONIEST NUMBER (ASP, 2005) ****½

181. (29 nov) GG, 6.8: LET ME HEAR YOUR BALALAIKAS RINGING OUT (DP, 2005) ****

182. (30 nov) /GG, 3.6: TAKE THE DEVILED EGGS.../ (DP, 2002) ***½

183. (01 dez) GG, 6.4: ALWAYS A GODMOTHER, NEVER A GOD (Rebecca Rand Kirshner, 2005) ***½

184. (05 dez) /GG, 3.7: THEY SHOOT GILMORES, DON'T THEY?/ (ASP, 2002) ***½

185. (?? dez) GG, 3.13: DEAR EMILY AND RICHARD (ASP, 2003) **½

186. (?? dez) GG, 3.14: SWAN SONG (DP, 2003) ***

187. (15 dez) GG, 3.17: A TALE OF POES AND FIRE (DP, 2003) ****

188. (15 dez) /GG, 6.6: WELCOME TO THE DOLL HOUSE/ (Keith Eisner, 2005) ***

189. (20 dez) /GG, 3.20: SAY GOODNIGHT, GRACIE/ (Amy Sherman-Palladino & Janet Leahy, 2003) ****

190. (22 dez) /GG, 3.22: THOSE ARE STRINGS, PINOCCHIO/ (DP, 2003) **********

191. (23 dez) /GG, 3.21: HERE COMES THE SON/ (ASP, 2003) ****

192. (?? dez) /GG, 4.1: BALLROOMS AND BISCOTTI/ (ASP, 2003) ****½

193. (26 dez) /GG, 4.2: THE LORELAI'S FIRST DAY AT YALE/ (DP, 2003) ****½

194. (?? dez) /GG, 4.3: THE HOBBIT, THE SOFA, AND DIGGER STILES/ (ASP, 2003) ****

195. (?? dez) /GG, 4.4: CHICKEN OR BEEF?/ (Jane Espenson, 2003) ****½

196. (30 dez) /GG, 4.5: THE FUNDAMENTAL THINGS APPLY/ (John Stephens, 2003) ****½

197. (31 dez) /GG, 4.6: AN AFFAIR TO REMEMBER/ (ASP, 2003) ****

198. (31 dez) GG, 3.19: KEG! MAX! (DP, 2003) ****½



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